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Especial Dia das Mães: origem da data e sugestões ousadas

O Dia das Mães tem uma origem interessante e, em suas raízes, remete à tradições pré-cristãs e divindades femininas. O formato dedicado às mães, de fato, é no entanto mais recente. Quer saber mais sobre essa data tão tradicional? Então continue lendo o especial do blog da Spïcy — que, apesar de ser uma loja focada principalmente em utensílios para a prática da gastronomia, vai falar muito mais do que mães na cozinha. Confira.

O arquétipo da Grande Mãe

A figura da mãe é uma das imagens mais fortes da psiquê humana. Um dos arquétipos mais poderosos de nosso inconsciente é o da Grande Mãe, que nada mais é do que um ideal que as pessoas têm, inconscientemente, sobre a figura materna. A Grande Mãe, enquanto arquétipo pode tanto ser uma somatória dos maiores exemplos de mães em cada sociedade na história, ou uma imagem ideal inata em nossas mentes; mas ninguém ainda soube responder quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha.

A figura da Grande Mãe inclusive se confunde com divindades de religiões antigas, como Gaia (Mãe Natureza, que nutre e provê). Além de sintetizar aspectos de fertilidade, força e resistência, uma das suas características mais marcantes, se não a mais marcante, é a total doação de si para os filhos, ou seja, o amor incondicional.

A associação da mãe à cozinha, portanto, além de social, relaciona-se com o fato de que o cozinhar é um ato de entrega e doação. Em que se manuseiam os ingredientes junto à energia que existe neste arquétipo: cozinhar precisa da chama externa do fogo e da chama interna do amor.

Origens antigas da comemoração

Os gregos antigos celebravam uma espécie de “Dia da Mãe” mais arcaico: sempre comemorando a fertilidade dos campos na chegada da Primavera, que, no hemisfério norte, acontece entre abril e junho, tendo o seu auge em maio. Homenageava-se a deusa Reia, esposa de Chronos, portanto mãe de todos os deuses. As festividades eram acompanhadas de bolos de mel, bebidas e muitas flores. Como o Império Romano importou a cultura grega, as comemorações à deusa Cybele eram semelhantes, ainda pelos séculos III e IV a.C.

Uma curiosidade sobre as palavras relacionadas à maternidade é que méter (grega) e mantra (hindu) possuem raízes semelhantes, sendo que a primeira significa “mãe” e a segunda “medida”. A maternidade então tem a ver, em seu profundo subtexto, com justiça e bondade. Sobre isso, foi Buda quem disse que “uma mãe, mesmo que arrisque a sua vida, ama e protege o seu filho para que o homem possa cultivar a compaixão pelo mundo inteiro”.

Na Inglaterra, durante o século XVII, começou a ser celebrado o mothering day. A classe baixa trabalhava longe de seus lares e morava geralmente nos estabelecimentos de seus patrões. Foi decidido que o 4º domingo da Quaresma seria um dia de folga, incentivando os trabalhadores a voltarem para suas casas e descansar próximos de suas mães. A data ainda passou por uma cristianização, fundindo-se com uma data próxima em que era celebrado o “Dia da Igreja-Mãe” (pois nesta religião, se Deus é o Pai, a Igreja é a Mãe).

Nos Estados Unidos, em 1872, Julia Ward Howe e muitos apoiadores mobilizaram uma união pela paz, em protesto contra as guerras civis que tiravam a vida de muitos filhos da pátria. Foi outra celebração que ajudou a consagrar a data algumas décadas mais tarde.

O Dia das Mães no século XX

O formato atual do Dia das Mães começou mesmo em 1904. Anna Jarvis, do estado de Virginia (EUA), conseguiu celebrar um domingo em maio na Igreja de Grafton em homenagem à falecida sua mãe. O evento foi decorado com muitos cravos brancos, símbolo de pureza, força e resistência, e três anos depois a comemoração em homenagem às mães tornou-se oficial em Grafton, no exato 10 de maio de 1907. O objetivo de Jarvis era não somente prestar lembranças à sua mãe, mas iniciar um movimento na sociedade com o prol de que todos reforçassem seus laços afetivos com suas mães, fortalecendo assim um suporte às famílias.

Depois do sucesso, Jarvis encontrou apoio de ministros, políticos e homens de negócio para levar a ideia adiante para todo o país. Em 1911 a data já era comemorada em todos os estados, e em 1914 o presidente dos EUA oficializou a data do Dia das Mães para o segundo domingo de maio.

No Brasil, a oficialização da data aconteceu no primeiro governo de Getúlio Vargas, em 1932. Além dos EUA e Brasil, a Itália, a Turquia e o Japão também celebram nesta mesma data. Em Portugal, a comemoração é no 1º domingo de maio.

Ou seja, engana-se quem pensa que a data tem apenas cunho comercial. É bem verdade que o Dia das Mães é a segunda data mais importante para o varejo no país, em especial porque movimenta a comercialização de itens de alto valor, como TV’s, geladeiras e itens para o lar. Mas é fato: por trás do ato de presentear, existe toda uma história de união e afetividade.

Sugestões para a data

Quer comemorar o Dia das Mães de forma diferente? Para quem vive em São Paulo, duas programações gratuitas prometem dar um toque especial ao domingo: o show da mãe e filha Possi, e a programação da Sala São Paulo. Confira abaixo algumas infos:

  • Zizi e Luiza Possi no Ibirapuera
    Arena de Shows do Parque do Ibirapuera, 12h, grátis. Informações: (11) 5095-6100
  • Orquestra Jovem Tom Jobim
    Sala São Paulo, Praça Júlio Prestes, 11h, grátis. Informações: (11) 3223-3966

Como a Revista Digital adora falar de viagem, eis algumas sugestões para uma surpresa pra lá de inesquecível. Para mães aventureiras, Brotas fica a 235 Km de São Paulo e oferece uma variada gama de atividades como rafting, canionismo, rapel, arvorismo e caminhadas.

Brumadinho (MG) é o destino que todo filho deve um dia levar a sua mãe, em especial se o perfil dela é artista, geek ou descolada. Lá fica Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo, com mais de 500 obras de acervo, arte contemporânea e um belo jardim botânico.

Mães modernas vão cair de amores por Buenos Aires (ARG). A cidade tem seu lado romântico, mas também é muito movimentada na cena noturna. Impossível não voltar renovada depois de dançar reggaetown e tango na capital portenha.

Tem um dinheiro de sobra dedicado à sua mãe? Então dê uma viagem para Milão (ITA). A capital da moda e do design dita as tendências no mundo todo, e é uma cidade repleta de grifes, ateliês e showrooms para se esbaldar.

Quer uma experiência em gastronomia? São Paulo tem tantas opções de ótimos restaurantes, que nem caberia num mês inteiro de reportagens. Mais fácil: ligue no seu point preferido e se informe sobre alguma programação ou cardápio especial.

Mas se sua mãe prefere fazer gastronomia, está no lugar certo: o blog da Spicy tem algumas sugestões para seu presente, sem medo de ser feliz na cozinha:

 

  • O jeito que nossas mães prepara o café influencia bastante o nosso gosto. Que tal presenteá-la com uma máquina para fazer ótimos expressos? Vem com brinde, para ganhar e já experimentar. Confira o produto aqui.
  • As panelas WMF não são apenas lindas: têm a tecnologia da marca alemã que acompanha muitos chefs ao redor do mundo. Inspire sua mãe com este kit e aproveite melhor o sabor dos almoços de domingo. Veja o kit e um vídeo ilustrativo.
  • O friozinho pouco a pouco vem mostrando a cara. Com este kit de foundue em aço escovado, os encontros com família, amigas, ou mesmo o momento a dois de sua mãe, vão ganhar em sabor e charme.

 

Não é o que você queria? Existe uma loja inteira esperando por você. Acesse a Spïcy e esbalde-se em boas ideias para você e sua mãe apreciarem gastronomia com os melhores produtos destinados à cozinha. Confira já.

 

Fontes:

http://www.esoterikha.com/

http://g1.globo.com/sao-paulo/

http://www.guiadasemana.com.br/

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