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Viagem à Suíça, parte I – O país e o chocolate!

Mês de Páscoa é mês de chocolate. Em especial a isso, o post da semana vai falar sobre o país onde mais se consome chocolate no planeta. E não é à toa: lá eles têm um dos melhores chocolates do mundo, se não o melhor. Isso explica o consumo anual de quase 12 Kg por pessoa (no Brasil a média é 2,5 Kg). Estamos falando da Suíça, o pequeno país localizado nas lindas montanhas dos Alpes. Embarque nessa.

Fatos e curiosidades

A Suíça faz fronteira com a França, Itália, Áustria, Lietchtenstein e Alemanha. Falam-se quatro línguas. Dependendo da região, é alemão, francês ou italiano; mas a maioria da população sabe se comunicar em inglês pelo menos basicamente. Sua moeda é o franco suíço, hoje equivalente a R$ 2,50.

Os esportes mais praticados são hockey e esqui na neve. Se você for lá para esquiar, não se sinta humilhado pelos suíços: eles começam a praticar o esporte com 3 anos de idade e qualquer criança é capaz de deixar no chinelo um principiante brasileiro. Lá, esqui é como futebol pra gente.

É um povo que vive muito bem. São conhecidos por serem acolhedores, respeitosos e confiáveis, como seus relógios. E estáveis! Uma piada internacionalmente conhecida é dizer que os suíços são neutros. Isso porque o país nunca tomou lados nas mais recentes guerras e conflitos militares. Tudo porque a Suíça tem a segurança de suas cordilheiras, o que reflete na sua estabilidade econômica e na própria personalidade.

Viagem à Suíça

Aqui vão algumas dicas para você conhecer a Suíça muito além do relógio e do canivete. Em primeiro lugar, uma recomendação valiosa: procure um vôo que chegue à Suíça durante o dia. A vista dos Alpes de cima é uma das paisagens mais impressionantes que existem no planeta.

Uma vez lá, não deixe também de fazer uma viagem de trem, e pelo mesmo motivo: as paisagens. Além de montanhas, vales e geleiras, você pode ver lagos e lindos campos, em especial na primavera. O passeio de trilhos mais famoso é o Zarmatt – St. Moritz, e tem até slogan: “o mais lento trem expresso do mundo”, por causa da duração de 7 horas.

Outra opção que costuma agradar é o passeio de barco, seja pelo rio (o maior é o Reno), seja pelos lagos, indo de uma cidade à outra.

Cidades e temporadas

Existem duas épocas mais propícias para viajar à Suíça. A primeira é o inverno, de dezembro a fevereiro. Nessa época todas as montanhas ficam cheias de neve, inclusive as mais baixas — o que é ótimo para você pode aprender esqui ou snowboard com facilidade e em resorts mais em conta. Mas prepare-se para o frio se você não está acostumado!

A outra é a primavera, de março a maio, pois as temperaturas são amenas, as vistas são lindas e não é uma época cheia. Evite o verão, especialmente julho, pois as cidades ficam abarrotadas. Tudo fica lotado, nos restaurantes faltam lugar para sentar e, portanto, os passeios acabam gastando tempo e dinheiro.

As cidades mais bonitas na parte francesa da Suíça são Genebra, Basileia, Montreaux e Lausanne. O lado alemã conta com Zurique, Lucerna e Berna. Menos conhecida, a parte italiana esconde surpresas com Lugano e Bellinzona. Se você vai com dias contadinhos, foque nas cidades de Genebra, Zurique e, por que não, a charmosa Zermatt? O importante é que, mesmo com pouco tempo, você não tente concentrar muitas atividades num mesmo dia, pois pode ser cansativo e você não vai curtir o momento. E que momento!

Chocolates

Chocolate é uma sobremesa e por isso deixamos para o fim. Aliás, será mesmo sobremesa? A maioria das crianças na Suíça vai concordar que pão e chocolate (mais este do que aquele) são o principal snack da tarde. Porque a Suíça é quase sinônimo de chocolate e desde cedo eles aprendem a honrar essa fama.

Se você gosta de história, saiba que os suíços são pioneiros na produção de chocolate. Após Colombo voltar da América com o cacau, descobriu-se que era possível fazer com seus derivados a iguaria que todo mundo ama. Mas o chocolate ao leite que conhecemos hoje, e também o consumo em barras, foram invenções de Henri Nestlé, que é suíço.

Por falar em honrar a fama, dizem que um dos motivos que fazem com que o chocolate suíço seja tão bom é o fato de que no país os produtores se negam a usar óleos vegetais na composição: utilizam somente a manteiga extraída do próprio cacau. Mas isso é bastante polêmico, já que tal manteiga é cara e as barras de chocolate por lá são muito baratas. Uma de Lindt custa em média dois francos suíços, o equivalente a R$5.

Há outras duas explicações, e mais coerentes: o cacau se desenvolve melhor em locais de clima temperado e frio, como é o caso da Suíça. A agricultura de lá é bem avançada, o que contribui para o cultivo. Também há o fato de que o leite de vaca de lá é considerado o melhor do mundo. Com o melhor cacau e o melhor leite, não é por acaso que na Suíça até mesmo o chocolate da marca do supermercado, como Coop e Migros, seja tão bom pra nós, brasileiros.

Mas pra quê discutir isso, se é melhor experimentar o motivo da discussão? Anote agora: as principais marcas suíças de chocolate, além da mutinacional Nestlé, são Lindt, Toblerone e Cailler. Não pare por aí. É altamente recomendado provar também as iguarias da Teuscher (de Zurique), Frey, Maestrani e Alprose.

E se é para fazer uma degustação completa, não deixe de arriscar as trufas, pralinés, bolos e muffins. Dê uma de suíço e consuma com um café expresso, vinho, whisky ou conhaque.

Deu água na boca? Espere só até ler nosso próximo post, sobre fondue de queijo suíço e muito mais da culinária suíça!

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