FERIADOS · LANCHES · VERÃO

Hamburguer de Raclette

Hambúrguer com queijo já é daquelas combinações perfeitas, acho que foram feitos um para o outro. Sabe aquela cena que você vê o queijo derretido escorrendo por cima da carne bem temperada, abrigados pelo pão macio? Então! Agora imagina levar a famosa raclete (queijo especialmente derretido numa máquina e raspado sobre o prato do comensal) para cima do hambúrguer! Uma delícia, não é? Então vem aprender com a gente como fazer isso. Continue lendo “Hamburguer de Raclette”

ENTRADAS · RECEITAS RÁPIDAS

Que tal um jantar mexicano? Conheça três receitas de molhos aperitivos para receber os amigos!

Que tal variar na cozinha e experimentar as delícias da culinária mexicana? Há várias opções de pratos fáceis e saborosos, é só separar os temperos e por a mão na massa! Continue lendo “Que tal um jantar mexicano? Conheça três receitas de molhos aperitivos para receber os amigos!”

DICAS E TÉCNICAS · FOCO NO INGREDIENTE · JANTAR

Dicas rápidas para a harmonização de vinhos com comida

Para muitos, apreciar um bons vinhos são uma arte, e harmonizá-los com o prato certo, o ápice do bom gosto. Mas será que é muito difícil a harmonização de vinhos com uma receita culinária? Continue lendo “Dicas rápidas para a harmonização de vinhos com comida”

CAFÉ DA MANHÃ · RECEITAS RÁPIDAS

Torrada Francesa com Frutas Vermelhas e Mel

INGREDIENTES

2 fatias de pão brioche
2 xícaras de leite integral
2 ovos inteiros
½ colher de sopa de manteiga sem sal
1 xicara de açúcar
1 pitada de canela
Frutas vermelhas variadas
4 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro

 

MODO DE PREPARO

Num prato, misture os ovos com o leite, e passe as fatias. Coloque um pouco de manteiga sobre o grill pré-aquecido e coloque o pão para dourar.
Num prato fundo, misture o açúcar com a canela, e passe por ele as fatias de pão já dourados. Recheie com as frutas vermelhas, jogue um pouco de mel e finalize o lanche com o açúcar de confeiteiro passado por uma peneira.

FOCO NO INGREDIENTE

Espaguetes de verdura – Os novos (e super saudáveis) “carboidratos”

Alerta foody. Existe um novo fenômeno nutricional – petencializadíssimo pelo efeito das redes sociais, claro – que promete dar muito o que falar. Bom, na verdade ele já deu, mas agora é que começou a viver seu momento de glória. Os zoodles, ou seja, as verduras espiralizadasespaguetes de cenoura, abobrinha, beterraba ou similares – são uma opção que deve ser levada em consideração na hora de tentar uma dieta equilibrada. Os motivos?  São uma maneira super atrativa (e rica) de comer verduras e uma alternativa perfeita para reduzir o consumo da pasta tradicional.

No mais, o aparato (espiralizador) que consegue dar forma de espaguete ou fideo chino a uma verdura inteira, revolucionou as vendas online quase da mesma maneira que a comida em questão. E como existem vários modelos dessa ferramenta e várias marcas explorando o seu potencial, é possível encontrar diversas versões, desde as mais sofisticadas, até as mais simples.

“Descobri essa técnica há um ano, através da internet, no canal FullyRaw Kristina. Em seguida, comprei um espiralizador. Desde então, não deixei mais de usá-lo, sobre tudo para espiralizar abobrinha. Fica delicioso!”, nos conta Rocio Graves (@letitbecosy), autora do blog Let It Be Cosy e amante confessa da técnica. “Minhas verduras preferidas para espiralizar são a abobrinha, a cenoura e a beterraba. Recomendo que experimente e descubra a que mais gosta”, acrescenta com devoção.

Chamar os zoodles de “novos carboidratos” não é acidental, pois além da semelhança estética com a massa tradicional, o sabor e a maneira de cozinhar os convertem na alternativa perfeita para massas – o que não significa que a substitua: “uma dieta equilibrada tem que conter cereais, ou seja, não devemos substituir a pasta por completo, a não ser que queiramos perder peso”, afirma Leticia Carrera, diretora e nutricionista do Centro Médico Felicidad Carrera. Mas é uma boa alternativa para diminuir o consumo do macarrão tradicional ou, em dietas de amagrecimento, “saciar a vontade”. “Me parece uma boa opção para começar uma reeducação alimentar para aqueles que costumam comer muita massa. Redescobrindo e elaborando as verduras dessa forma, é possível diminuir a quantidade de massa através do sabor das verduras”, explica Itziar Digón, psiconutrionista de Tacha.

Dito isso – e que uma dieta equilibrada deve conter semanalmente ao menos uma porção de pasta (se possível na sua versão integral), uma de arroz, duas de legumes, e duas de vegetais (uma cozida e outra crua) – agora só resta falar sobre os benefícios e possibilidades dos zoodles. “As verduras são muito ricas em água”, explica Carrera. E também são uma forma de reduzir a ingestão de calorias de forma saborosa. “Mas, energeticamente falando, um prato de espaguete de abobrinha com salada de tomate, alho, azeite e hortelã não é a mesma coisa que um espaguete ao molho branco com queijo”, explica Itziar Digón. Além disso, também é importante lembrar que as massas tem mais fibra e, sendo assim, um maior efeito saciante.

E para quem ainda tem dúvidas se vai gostar ou não, além de espiralizador, Rocío Graves nos da outra opção para as verduras: utilizar um descascador para fazer tiras. “Dessa maneira, se consegue um efeito muito parecido, ainda que menos crocante”, afirma a autora de Let It Be Cosy, que recomenda comê-los crús para manter o maior valor nutricional, ou cozinhá-los ligeiramente em água fervendo durante muito pouco tempo. Ainda assim, no caso de se espiralizar, não existem limites, afinal, além da abobrinha, cenoura ou beterraba, também é possível utilizar batata, pimenta, e até maçãs ou peras.

No mais, agora é só questão de experimentar!

 

Via Vogue Espanha (http://www.vogue.es/belleza/nutricion-dietas/articulos/beneficios-y-recetas-de-las-verduras-espiralizadas-espaguetis-de-verduras-zoodles/22883)

VERÃO

Leves e frescos: os pratos que são a cara do verão.

O Projeto Verão da Spïcy traz muitas ideias de pratos que combinam com a estação mais quente do ano. Confira saladas refrescantes, pratos que aproveitam os alimentos da época e dicas de smoothies para você saborear em casa gastando pouco tempo.

As primeiras semanas da primavera já mostraram que o verão que vem por aí não vai estar pra brincadeira. Nesta matéria da Revista Digital você vai conferir dicas da Spïcy para sua nutrição, ideias saborosas e nutritivas para a a estação que vem por aí, além de um guia rápido para você fazer smoothies em casa. Vamos lá?

Água, frutas e alimentos fotoprotetores

O calor do verão pede atenção à hidratação. A regrinha de ingerir dois litros de água ao longo do dia continua valendo, mas, se você transpira bem, vale a pena aumentar a dose de líquidos. Não precisa ser só em água: chás (exceto o preto) e sucos podem ser os protagonistas ao longo do dia, desde que você tome cuidado com o açúcar. Na praia, os picolés de frutas também ajudam a combater a sede sem exagerar nas calorias.

O Brasil é abençoado com os mais variados tipos de frutas, muitas delas recheadas de água e de sabor. É por isso que abacaxi, melancia, melão, uva e laranja devem entrar no cardápio da estação. Pode escolher a hora: no café da manhã, na sobremesa ou nos snacks entre refeições. Mamão também é boa pedida, porque traz muitos benefícios ao intestino…. Imagine uma boa dentada em uma dessas frutas logo depois de tirar da geladeira? Só de pensar já refresca.

Alimentos fotoprotetores também devem ser escalados todo dia. Trata-se de tudo aquilo que possui substâncias que previnem o envelhecimento da pele causado pelos raios solares: vitamina C, vitamina E, betacaroteno, licopeno e flavonoides. Frutas cítricas, laranjas e vermelhas contém tudo isso; legumes amarelos, laranjas e vermelhos também; além de nozes, chá-verde e soja.

E os vinhos? Eles são sempre uma boa pedida, se soubermos pedir bem. Os espumantes gelados são os mais recomendados na estação. Por exemplo, os espumantes brut combinam com aperitivos na praia; os proseccos são os clássicos entre os vinhos refrescantes; e os espumantes brancos ‘tranquilos’ fecham o time entre os vinhos com a cara do verão. Mas se você nunca dispensa um tinto, aposte nos vinhos jovens, com pouco tanino.

Ideias de verão: pratos leves, frescos e muito saudáveis

Elas são o templo dos nutrientes e, se bem feitas, são uma explosão de sabores. Estamos falando da salada, a protagonista da estação. A criatividade faz toda a diferença na hora de tornar este prato apetitoso a todos da família. Então, além das folhas escuras e folhas crocantes, inclua na salada legumes crus, uma fruta cítrica, carnes frias ou grelhadas, queijos leves como o de cabra, além de um molho leve e refrescante à base de limão, iogurte ou hortelã, por exemplo, ou de mostarda e mel. Veja algumas combinações de saladas para você testar:

  •   *Salada de Nice: folhas, tomates, ovos cozidos, atum em conservas ou o peixe do dia.
  •   *Salada com frango grelhado: o frango grelhado em tiras fica bem se for acompanhado de salada de rúcula, pimentões, cebola vermelha, laranja e azeite.
  •   *Salada de quinoa: combine com pepino, cebola roxa, pimenta, azeite, limão, abacate e hortelã. A salada de quinoa também fica ótima se tiver predominância de uma mistura com feijão e damasco.
  •   *Experimente um mix de folhas com carpaccio, queijo de cabra e molho mostarda e mel.
  •   *Salada “carioca”: alface americana, pepino, broto de feijão, cenoura ralada, maçã verde, peito de frango desfiado ou em tiras, molho de limão e farofa de castanha-do-pará.
  •   *Tabule: a combinação de triguilho, salsinha, hortelã, cebolinha, pepino e tomate são prova de que a cozinha árabe sabe muito bem como se refrescar. Experimente comer a mistura num wrap de alface americana ou com coalhada.

Quanto às carnes, prefira sempre as grelhadas, assadas ou cozidas. As brancas são a melhor pedida na estação, uma vez que são mais leves e combinam com outros pratos do verão.  Confira alguns exemplos de como incluir carnes brancas em pratos saudáveis:

  •   *Wrap de frango: utilize fatias de frango pré-cozido e temperado e, na hora de enrolar o wrap, inclua legumes de sua preferência, brotos e um molho refrescante.
  •   *Hambúrguer de salmão: para preparar o seu, faça a mistura do salmão fresco com cebola picadinha, tempero e clara de ovos. Frite por 3min de cada lado, sempre moderando no óleo, e sirva com focaccia
  •   *Peixe grelhado com molho de manga e coentro. A dica, no peixe, é escolher uma peça fresca e caprichar no molho e na combinação do arroz.
  •   *Espetinhos: as carnes magras ficam ótimas com espetinhos que também levam vegetais. Sirva com arroz ou wrap.
  •   *Sushi: escolha um peixe fresco ou defumado, aprenda a montar sushis e surpreenda os amigos no jantar.
  •   *Ceviche: prepare com um peixe, tempero, frutas tropicais e sirva com tortilhas.

Os vegetais são por si muito versáteis. A cozinha vegetariana, cada vez mais rica, é prova disso. Inspire-se nela para servir pratos diferentes e cheios de sabor neste verão. Confira algumas sugestões:

  •   *Hamburguer vegetariano. A mistura pode ser a seu critério. Os legumes mais utilizados são a beterraba, edamame, cenoura ralada, cogumelos e feijão. Experimente servir no pão com ciabatta com repolho e salada.
  •   *Guacamole: o típico prato mexicano é leve e vai muito bem com trotilhas. Misture abacate, tomate, cebola roxa, azeite e suco de limão. Como estamos falando de pratos leves, a pimenta vai a gosto.

Por fim, o que beber? Além de sucos naturais e água de côco, a estação pede novidades refrescantes e nutritivas, como um milkshake de manga, gengibre e hortelã. Mas a dica da Spïcy para você nesta estação é criar seu próprio smoothie.

Smoothie: quatro passos pra criar o seu

Smoothies são uma espécie de shakes feitos para saciar a sua fome e carregar você com nutrientes e antioxidantes. São bebidas versáteis, pois você pode incluir o que quiser, como proteínas para turbinar seu treino pré ou pós-academia. As receitas existem na razão da sua criatividade, mas existem algumas regrinhas básicas que você deve seguir:

  •   *Passo 1: base líquida. Escolha um líquido para permitir a mistura no liquidificador ou mixer. Pode ser água, água de côco, suco de fruta, chá verde ou leite (desnatado ou de amêndoa/soja/arroz/côco)
  •   *Passo 2: a fruta principal. As cítricas e/ou doces são as melhores opções: morango, abacazi, berries, manga, maçã… escolha a sua ou faça uma combinação razoável. Uma dica é utilizar frutas congeladas, pois isso evita o uso de gelo na hora de bater, o que realça o sabor do smoothie.
  •   *Passo 3: dê consistência. Engrosse a bebida com iogurte de baixo teor de gordura, pasta de amendoim ou mesmo uma banana congelada, um dos maiores truques para dar cremosidade à bebida e atenuar a acidez da fruta escolhida para a base.
  •   *Passo 4: toque especial. Dê um toque especial com folhas de sabor, como alecrim e hortelã. Canela; gotas de baunilha ou nozes também valem a pena. Para adoçar a bebida, evite açúcar branco e invista em mel, nectar, agave, stevia ou açúcar mascavo.
  • Extra: se você estiver seguindo uma dieta de treino e quiser explorar ainda mais o potencial do smoothie, coloque algumas colheres de whey protein. Já se você quer fazer um smoothie detox, coloque folhas verdes como couve ou espinafre. Utilize-os com moderação, pois o sabor desses ingredientes não pode prevalecer ao das frutas.

A proporção ideal do smoothie é: uma parte de base líquida, uma parte de fruta, duas partes de consistência, além de extras a gosto.

Exemplos de smoothies criativos:

  • *Smoothie de banana com blueberry: com iogurte sem lactose para engrossar, suco de blueberry como base líquida, uma banana inteira e gelo para dar consistência.
  • *Smoothie de chá verde: utilize chá verde já pronto, suco de um limão, um kiwi, com folhas de hortelã e uma fatiazinha de gengibre.
  • *Smoothie de manga e abacate: uma parte de manga, outra parte de abacate com iogurte natural, com suco de um limão e mais mel para adoçar.

E aí? Vai testar alguma delas? Continue acompanhando o blog da Spïcy para mais dicas sobre viagens, gastronomia e muito mais, e comece já a se preparar para o verão com as dias da Revista Digital.

Fontes:

http://www.healthysmoothiehq.com/

www.dicasdemulher.com.br/

http://www.ehow.com.br/

http://guia.uol.com.br/

FOCO NA REGIÃO

Grécia: sem crise para o turismo

A Revista Digital está ciente do momento delicado pelo qual a Grécia passa, e também das dúvidas que todo turista tem tido na hora de marcar sua viagem. Mas a crise por lá é de ordem financeira, e não política, portanto o turismo não foi afetado. Ao contrário: está mais barato, e houve um aumento médio de 20% na procura em cias. aéreas, hotéis etc.

Sim, caros leitores, a Grécia mais do que nunca está de braços abertos aos turistas, que, visitando e consumindo, só têm a contribuir à economia local. A gratidão inclusive é bastante notada, visto que o povo grego recebe o turista com efusividade, como se agradecessem por termos escolhido a Grécia neste momento. Portanto, em mais um especial turístico, o blog da Spicy traz informações para você que se interessa por conhecer o berço da civilização ocidental. Vamos lá?

Como a crise afetou o turismo

Nas ilhotas, principal destino turístico na Grécia, a crise não afeta. Seria o mesmo que esperar que a crise no Brasil afetasse Canoa Quebrada, no Ceará. O principal resultado está nos valores cobrados nas viagens e pacotes: está quase tudo mais barato. De estadias a passagens aéreas, passando pelo comércio. Hora de pechinchar!

Mas a mudança mais instrutiva se dá nas cidades. Relatos de viajantes que estiveram na Grécia recentemente mostram que há algo especial pelos ares de Atenas. O turista vai notar que só se fala na crise e na saída da Zona do Euro.

Quer dizer que o clima está pesado? Nem tanto. Relembre que, há pouco tempo, em referendo popular, a população grega foi contra os interesses da União Europeia. Este é um fato histórico para o bloco, pois colocou em cheque aquilo que alemães e franceses estavam chamando de democracia; que, aliás, tem raiz grega: poder (ou lei) que emana da população.

Ou seja, o principal aspecto que o turista vai notar é que a viagem acaba se tornando uma aula de cidadania e participação popular nas decisões governamentais. O que, convenhamos, seria muito útil por aqui.

E se a Grécia sair da Zona do Euro, não será de uma hora para a outra. O viajante não vai perder viagem. No entanto, é válido lembrar que muitos estabelecimentos não aceitam determinados cartões. Isso não tem nada a ver com a crise, pois já acontecia antes e também acontece em outros locais na Europa. Dinheiro em espécie vai evitar dores de cabeça. Como os bancos gregos já reabriram isso também não deverá ser grande problema.

Atenas: uma aula viva de história, só que modernizada.

Atenas é a capital grega e dentre as cidades é a mais visitada. É lá onde fica a Acrópole, que pode ser vista de qualquer ponto da cidade. Na Acrópole você vai conferir monumentos que são testemunhas da civilização helênica: o Parthenon, o Templo de Athena Nike (a deusa, não a marca) e o Teatro de Dionísio.

O metrô ateniense é bem moderno graças às Olimpíadas de 2004 e se torna uma atração em si. Algumas estações, como a Syntagma, são literalmente museus, expondo aos passantes peças de descobertas arqueológicas relevantes para a História. O milenar estádio Panatenaico e o Monte Lykavittos, que oferece o melhor panorama da capital, são outras atrações imperdíveis.

Quer mais da cultura local? Em Atenas você conhecerá as legítimas cantinas gregas, provando pratos consagrados como a moussaka, keftedes (almôndegas) e a salada grega, sempre bem servida em queijo feta. A bebida típica a se experimentar é a ouzo, à base de anis.

Se você quer mais História e agito, visite Thessaloniki. É uma cidade com vida bastante agitada, especialmente à noite, tornando-se a capital cultural grega. Lá se notam resquícios da civilização bizantina, como na Muralha Branca, nos banhos turcos, nos mercados e nos bares, que aqui podem ser tanto clubes noturnos quanto verdadeiras tavernas.

Ainda perto de lá fica Halkidiki, uma península com três partes: a vida noturna de Kassandra, as praias de Sithonia e a comunidade monástica de Athos (aberta somente a peregrinos do sexo masculino).

Bate-volta de Atenas: alguns passeios de barco visitam ilhas famosas ou outros sítios arqueológicos, mas menores. Algumas delas são as seguir:

  • o Cabo Sounion e seu Templo de Poseidon, deus dos mares na mitologia grega;
  • o Peloponeso, península que ainda abriga templos gregos, fortalezas, igrejas bizantinas, palácios e as ruínas de Olímpia, onde a primeira Olimpíada foi sediada;
  • o sítio arqueológico de Delphi, o segundo mais importante do país, ao lado do Monte Parnaso, e famoso pelos oráculos que orientavam governantes em suas decisões políticas e militares;
  • e Meteora, no centro do país, onde duas vilas estão suspensas em um rochedo de mais de mil metros de altura, criada para monges que buscavam isolamento e iluminação.

Ilhas gregas: Creta, Santorini e muito mais

Se não for pela história, o principal motivo que leva o turista à Grécia são suas ilhas e praias. Verdadeiros retiros mediterrâneos, elas muitas vezes oferecem passeios a sítios arqueológicos, praias inesquecíveis e paisagens muito charmosas. As principais são estas:

Santorini — É o cartão postal grego, com suas casinhas brancas em encostas de frente ao mais belo pôr do sol do Mar Egeu. Fica na ilha de Oia, local de uma cratera de um vulcão submerso. A cidadezinha é um labirinto de ruas estreitinhas. Mas não é só isso que a ilha oferece. As praias mais famosas são Perissa e Perivolos, além da Red Beach, que, ao pé de falésias, parece uma paisagem de Marte. Há também na região um sítio arqueológico de uma cidade minóica, destruída por um vulcão há 3.500 anos, mas parcialmente preservada.

Creta — Uma costa bastante bonita que abriga cidades cosmopolitas, mas que abarca vilas bem tranquilas entre campos de olivais. A ilha também oferece uma experiência cultural que mistura as inúmeras civilizações que habitaram no local.

Naxos — Estradinhas pelo interior da ilha vão revelar igrejas ortodoxas, campos de lavanda, um Templo de Apolo e moradores muito simpáticos, apesar de não falarem o inglês. Quem ficar pelas praias verá o interessante movimento do porto.

Paros — A Praia de Santa Maria e os polvos a secar são lembranças comuns do viajante. Mas as calçadas de pedra, suas casinhas impecavelmente brancas e o centrinho (Lefkes) também merecem seu precioso tempo.

Mikonos — Uma sociedade moderna, cosmopolita, mas que ainda mantém os traços de suas casas brancas e ruas em formato de labirinto.

Rhodes — Popular por suas praias e suas importâncias históricas.

Grécia e a civilização ocidental

A relevância grega na História é algo que dispensa apresentações. Os helênicos, em sua era clássica, foram os genitores de ideias e conceitos que são a base da civilização ocidental, vide Sócrates, Aristóteles, Platão, Pitágoras, a lei áurea, a mitologia grega, a política… Conhecimentos que foram reconhecidos posteriormente, como no Império Romano e no Renascimento, e que até hoje são consultados.

Uma das suas maiores influências é na arquitetura. O que primeiramente vêm à mente são os famosos pilares, os tetos triangulares, a escadaria, a porta de entrada… Seja na Casa Branca, na Fontana di Trevi ou nos Palácios da Justiça, os pilares de mármore são um importante legado da arquitetura grega. Mas está longe de ser só isso. Os princípios de simplicidade, proporção, perspectiva e harmonia entre as estruturas de uma construção já eram discutidos há mais de dois mil anos e meio nas pólis gregas. Os mesmos princípios são encontrados nos estádios de futebol, que seguem os preceitos dos stadium gregos, ou dos anfiteatros, com acústica perfeita.

Esse é o lado clássico da influência grega na arquitetura, sempre a principal referência quando se pensa em elegância é uma dose de ostentação. Já quem pensa na Grécia pelo lado rústico, tem nas paredes brancas e na decoração de madeira outra imagem bastante corriqueira. Além de aproveitar a luz do sol, essa combinação remete à tranquilidade das cidades costeiras nas ilhas gregas. Ou seja, uma tendência para se pensar naquele seu retiro que você tanto gosta nos fins de semana e feriado.

É claro que não cabe no artigo da Revista Digital todo o peso da cultura helênica para as artes. É algo tão intrínseco na civilização que até se perde de vista. Para saber mais, nada como conferir isso pessoalmente. Portanto, se você já tinha desejo ou curiosidade de conhecer o país, deixe o medo de lado e mergulhe nesta viagem cinematográfica e edificante.

Fontes:

http://www.folha.uol.com.br/turismo/

http://oglobo.globo.com/boa-viagem/

http://www.360meridianos.com/

http://viajeaqui.abril.com.br/

http://www.ancient.eu/

http://www.houzz.com/

Touropia Travel Experts

FOCO NA REGIÃO

Marrakesh e a cozinha marroquina

Na primeira parte do especial sobre Marrocos, a Revista Digital falou sobre o país, seus principais contrastes, cuidados na viagem e as principais cidades que merecem a visita. Só faltou uma: Marrakesh, a mais incrível de todas pelos aspectos culturais e turísticos. Ainda neste artigo você conhece um pouco mais da cozinha marroquina. Prepare já o chá de menta.

A cidade de Marrakesh

Como toda cidade importante no Marrocos, Marrakesh possui uma medina com ruas tortuosas muito boas para se perder, uma mesquita principal, palácios, diversos minaretes que chamam os muçulmanos para a hora da oração, e, é claro, museus e outras atrações que preservam a história do país e sua tradição. O trânsito dentro da cidade antiga é bem caótico e chega a assustar, mas de alguma forma milagrosa poucos acidentes acontecem.

Dentre as principais atrações para deslumbre de seus olhos estão:

  • Museu de Marrakesh, com obras de arte árabe, joias, cerâmicas etc. No entanto, o maior atrativo mesmo é a arquitetura e decoração deste belíssimo local.
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  • Ben Youssef Madrasa é uma escola fechada para graduados muito qualificados. Outro exemplo em que a decoração será o motivo para pelo menos umas duas horas de caminhadas bem lentas, pois é tudo de mármore italiano, cedro, azulejos zellij etc. Só vendo pra entender.
  • Saadian Tumbs é uma necrópole criada para a família de um antigo sultão, e também é rica em detalhes na decoração. Para fechar a lista de locais de arquitetura impressionate, confira o Palácio Bahia.
  • Jardim Majorelle foi criada nos tempos em que Marrocos era protetorado francês, e fica portanto fora da medina. Trata-se do acervo de Louis Majorelle e sua coleção de plantas e árvores trazidas do mundo todo: China, Brasil, México etc. Um oásis que merece sua visita.
  • a própria medina. Sim, andar pela cidade vai fazer perceber como corre o dia-a-dia dos locais, e você ainda vai se encantar com os diversos tipos de vielas, portas, calçadas, janelas e fachadas típicas.

Bom de barganha? É aqui que você vai descobrir.

O povo árabe em geral tem o comércio no sangue e em Marrakesh isso fica bem evidente. Não só porque ela tem um grande souk com todos os tipos de produtos que você puder imaginar num filme do Alladin, como porque o principal cartão postal da cidade é uma grande praça onde todos se encontram para comprar e vender.

A Praça Jemaa El-Fna funciona a todo o vapor durante boa parte do dia e da noite. São inúmeras tendas e comerciantes que tentam o pão do dia vendendo seus produtos variados por ali. Durante o dia é o melhor momento para tomar um tradicional suco de laranja, comprar ervas, frutos secos e ver malabaristas, artistas de rua, encantadores de serpentes, mágicos e domadores de macacos (ainda que os pobres animais não recebam os melhores tratos). Um alerta: eles esperam receber gorjeta pelas fotos que você tirar, mesmo que seja à distância.

À noite o local fervilha. Parece que todos, de turistas a locais, vão para a praça fazer um social, comer churrasco e festejar. E olha que o muçulmano não ingere bebidas alcoólicas. Muitos restaurantes ficam às margens da praça, e o tempo da refeição é o bastante para observar o quanto que a praça é agitada.

El-Fna fica num ponto estratégico, pois muitas pousadas estão por perto, e a praça ainda liga dois pontos importantes da medina: as entradas dos souks (que aqui é um mercado que se desdobra por inúmeras ruelas semicobertas) e a avenida que leva até a mesquita Koutoubia — que, apesar de muito bela, só permite a entrada de muçulmanos.

Os souks são os mercados compostos por tendas, barracas, estabelecimentos de todos os tamanhos, e que formam um labirinto cheio de gente comprando e vendendo. Tem de tudo: frutas, frutas secas, ervas, especiarias, artesanato em madeira, em couro, em tecido, véus, narguilés, roupas típicas, sapatos, além de souvenires e muitos tipos de quinquilharias. Alguns artesãos confeccionam o produto na hora para provar a habilidade e oferecer um espetáculo a parte. Outra experiência interessante é conhecer uma das farmácias naturais e ter uma aula sobre o poder dos alimentos, ervas e óleos.

Como parte da cultura árabe, os vendedores tentam barganhar sempre, e eles são muito bons nisso, com diversas técnicas de persuasão. Eles vão te empurrar um preço mais alto, você põe um mais baixo, e então pela argumentação (se a comunicação acontecer) vocês vão chegando num preço que esteja justo; para eles, preço justo é o preço que ambos estão de acordo em pagar. É uma experiência divertida, no entanto é aconselhável só barganhar se você estiver mesmo afim de levar o produto. Se não quiser ser abordado por um vendedor negociante, nem perca tempo parado olhando os produtos à mostra.

Passeios extras saindo de Marrakesh

Você pode fazer um bate-volta até Essaouira, uma bela cidade que fica na costa oeste (Atlântico). É um grande atrativo, em especial pelas paisagens.

Uma viagem que nem todos conhecem é a aventura no Saara que parte de Marrakesh. Trata-se de uma excursão de dois dias e uma noite que algumas empresas organizam. O pacote inclui o trajeto de ida e volta e uma noite em plenas dunas do Saara, em tendas criadas por berberes para o evento. Isso inclui o jantar típico, o café da manhã com os nômades e o “transfer” de dromedário que leva os turistas, em 40 minutos, da última parada da van até as tendas no deserto.

São oito horas de viagem sem contar as paradas em cidades menores para as refeições. Os grupos são de 10 a 14 pessoas por van; no acampamento berber dormem de 40 a 50 pessoas. O trajeto passa por lugares incríveis, como:

  • os sets de filmagem de títulos famosos que se passam no deserto, como “Lawrence da Arábia”;
  • a antiga citadela de Ait-Ben-Haddou, feita toda de barro, onde foram gravadas algumas partes de Game of Thrones;
  • lojas de vendedores de tapetes;
  • povoados nômades;
  • e a cordilheira do Atlas, de dar frio na barriga, de tão próximas que as curvas são dos penhanscos.

Durante à noite, já no deserto, os berberes são atenciosos e fazem de tudo para você se sentir seguro e à vontade. Tudo é muito simples e honesto: servem chá verde e tajine no jantar, e à noite os anfitriões preparam uma roda de fogueira em volta da qual todos são convidados a sentar, contar histórias e cantar.

Mas o grande atrativo mesmo são as estrelas. Longe de qualquer civilização, o céu no Saara revela uma quantidade inimaginável de constelações. Ponto alto da viagem para quem tem a alma de poeta.

Todos dormem nas tendas e, logo cedinho, compartilham um café da manhã típico: pão, geleia de damasco, queijo e chá verde. Os turistas montam em seus dromedários novamente e vislumbram a paisagem do deserto com o sol raiando.

A cozinha marroquina

É na alimentação que se notam as influências culturais. No caso do Marrocos isso fico muito evidente, pois tudo é resultado de uma mistura de povos: nômades do deserto; mediterrâneos; árabes; ibéricos; e também os franceses. O resultado é uma culinária única, rica em perfumes e condimentos, numa mistura que não é agressiva, e com destaque para o açafrão, frutas secas (em especial o damasco) e a hortelã.

No café da manhã típico serve-se pão em formato de disco, como um sírio, mas mais grosso; geleias ou frutas em compotas; manteiga e chá de hortelã. O chá, inclusive, é servido em diversos outros momentos do dia, em especial quando a situação é de hospitalidade, como nas lojas de tapete. Fria ou quente, é a bebida mais consumida no país, e parte da tradição local. Uma dica: peça sem açúcar, porque no Marrocos o chá é sempre muito doce.

O tajine é o carro-chefe da sua cozinha. Trata-se de um guisado de frango, vaca, borrego, peixe ou mariscos, e que é servido com legumes cozidos e um fruto cítrico numa panela ou travessa feita de barro (chamada tajine). Existem inúmeras maneiras de preparar o tajine, assim como em Portugal há mil e uma maneiras de fazer bacalhau.

O cuscuz (couscous) é parecido e utiliza os mesmos ingredientes, no entanto não é um ensopado, e sim uma mistura de tudo aquilo com arroz fino, geralmente feito de semolina ou à base de cereais. Este arroz também serve de acompanhamento para a maioria das carnes, como o cordeiro e o frango.

Em geral as carnes são temperadas com mel, açafrão, frutas cítricas e outras especiarias, variando conforme a casa. Não estranhe se o condimento Ras Al Ranout, muito popular, for diferente em cada lugar. Isso porque a tradução literal é “seleção do lojista”, portanto cada um tem seu próprio estilo e receita. Um espetáculo de cheiros e sabores harmonizados numa cozinha bastante simples, mas muito rica.

As sopas também são tradicionais em Marrocos. As mais procuradas são a Harifa (lentilhas, grão-de-bico, cordeiro, tomate e vegetais) e a Bissara (ervilhas ou fava, azeite e muitas especiarias).

Quanto à sobremesas, além do mel, as frutas secas são bem comuns em qualquer hora do dia: amêndoas, castanhas, nozes, figos, ameixas e tâmaras.

Fica a dica da Revista Digital, o blog da Spicy, para sua próxima viagem. E reserve espaço na bagagem, pois você vai voltar cheio de compras do país.

Fontes:

https://viajologoexisto.wordpress.com/

http://www.revistaturismo.com.br/

FOCO NA REGIÃO

Marrocos: a exuberância árabe à beira do Saara

O Marrocos é um país africano, de etnia e língua árabe e que segue o Islã mais flexível (mas nem tanto quanto na Turquia de Istanbul). Mas não se engane com a ficção: a novela O Clone e o clássico dos cinemas Casablanca, de 1942, são mera ficção; o filme sequer foi rodado em Casablanca. O país é muito mais contrastante que o que se viu nas telonas e telinhas, e é um dos países do mundo árabe cujo turismo vale bem a pena. Portanto, embarque nesse artigo da Revista Digital e conheça mais sobre as exuberâncias do Marrocos.

Contrastes para todos os lados

Marrocos fica no extremo noroeste africano, na curva entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. Pelo Estreito de Gibraltar partem barcas todos os dias indo e vindo da Espanha, num trecho que leva 60 ou 90 minutos de travessia.

Apesar de estar na costa, metade de seu território é parte do deserto do Saara, ao sul. Portanto, seu clima é árido e empoeirado, o que quer dizer que as melhores épocas para viajar por lá são as meias estações, pois no inverno vai chover e esfriar, estragando parte interessante da viagem, e no verão o calor será implacável.

Apesar disso, neva em Marrocos! Isso porque existem montanhas na geografia do país. A cordilheira do Atlas, de 2.000m de altura, e suas estradas estreitas, são um bom passeio para quem tem sangue aventureiro (você confere mais detalhes na parte II do especial).

Mas a geografia não é o único grande contraste que vai atrair sua atenção. A própria língua é outro: além de falar-se árabe, muitos falam o francês. O inglês geralmente é reservado para quem trabalha diretamente com turismo, como hotéis, restaurantes e guias.

É um país que esbanja riqueza em certos pontos e pobreza e muitos deles, em especial nos vilarejos afastados e nos becos da medina. No entanto, é um país potencialmente rico, com grandes reservas minerais e investimentos de famílias milionárias. A final do Mundial de Clubes da FIFA de 2013 aconteceu em Marrakesh, por exemplo, o que mostra o investimento que se faz por lá. Como o turismo tem crescido, pode-se dizer que Marrocos é seguro, um dos melhores nesse sentido entre os países árabes.

Questões culturais e cuidados na viagem

Outro exemplo de contraste é a honestidade do povo, em especial nos estabelecimentos. Não é raro encontrar hotéis, mesmo entre os baratos, que trocam dinheiro por taxas cambiais justas; além de funcionários que realmente se preocupam com seu bem-estar e que farão de tudo para deixar uma boa impressão — mesmo que para isso um atendente corra desesperadamente pela rua gritando em árabe atrás do seu táxi para avisar que você esqueceu seu óculo de sol na recepção.

E por que isso é contrastante? Porque apesar da honestidade dos estabelecimentos, cuidado: onde há turista, há malandro. Falsos guias vão te abordar constantemente, principalmente se você der “sinais de perdido” (e eles farejam bem esses sinais). Eles não vão te levar para becos para te assaltar (um crime punido severamente no islamismo), mas vão te levar a locais errados e tentar extrair uma boa gorjeta sua. Uma perda de tempo que pode ser estressante e cara. O que fazer para espantá-los? Basta na abordagem dizer com firmeza “la shukram”, que significa “não, obrigado”. Eles vão fazer cara feia, mas vão respeitar.

Na hora de pegar o táxi, exija que o motorista ligue o taxímetro, ou combine antes da viagem o preço que será cobrado. Assim você evita extorquimento. Mas não estranhe se, no trajeto, o taxista parar e pegar outra pessoa. Isso é bem comum, mas só acontece se o cliente extra estiver indo para o mesmo destino que o seu. Aliás, é bom que você saiba que o trânsito é caótico, com carros dividindo cruzamentos não sinalizados com pedestres, motos, carroças, bicicletas, charretes, caminhões, galinhas… Só Alá sabe como aquilo funciona.

Quanto ao choque cultural, um recado importante, em especial às mulheres. Os locais ainda estranham pessoas com a pele e corpo muito expostos, mesmo no calor. Seus assovios e secadas vão fazer os brutucus brasileiros parecerem Don Juans, mas pelo menos não chegam, pelos códigos religiosos, à indecência física e verbal que é mais comum no Brasil. Apesar das maiores cidades estarem acostumadas com o turismo, se você prefere evitar constrangimento será melhor andar acompanhada. Isso também vale para o homem, pois turista solitário é o maior atrativo para golpes e abordagens, como a dos falsos guias.

Atrativos comuns das cidades marroquinas

Medina nada mais é que a “cidade antiga”, presente nas principais cidades do país. Trata-se do centro comercial e residencial da cidade. Toda medina tem uma mesquita central, um palácio real, um mullah (bairro judeu), suqis (mercados onde a barganha impera) e medersas (escolas onde se ensina o Alcorão).

As medinas são urbanizadas como labirintos, com ruas tortuosas e bem estreitas. Apesar de serem um tormento para claustrofóbicos, andar pela medina é um dos grandes atrativos das cidades marroquinas, pois é nesse passeio que você terá os maiores e mais interessantes choques culturais. Se você tem bom senso de direção, pode arriscar andar sem guia (mas leve um cartão do hotel no bolso, em todo caso). No entanto, pelo menos no primeiro dia é aconselhável ter um ao lado.

As cidades consideradas estratégicas, próximas do Atlântico ou do Mediterrâneo, eram fortificadas e cercadas por muralhas de pedra para proteger contra invasores. Estas muralhas se chamam kasbahs, um legado dos povos berberes. Aquelas cidades foram também pintadas com cores distintas, para que navios pudessem de longe identificá-las. Casablanca é toda branca e Rabat é branca e azul. Marrakesh é a cidade vermelha, Fez é amarela e Meknes é verde.

Fez é a capital intelectual de Marrocos e uma cidade considerada patrimônio histórico pela UNESCO. Motivo: sua medina é a mais complexa. Um labirinto difícil de ser superado sem um guia. A cidade nova possui um palácio, mas o destaque fora da medina é visitar os tanques de tingimento, uma técnica preservada por seu valor cultural.

Casablanca não tem nada a ver com o cenário do filme de 1942. Ao contrário: Casablanca é uma cidade portuária e industrial, portanto mais moderna e dinâmica. Seu atrativo turístico é histórico: até 1755 era uma cidade bérber, e que foi destruída por um terremoto. Chama-se Casablanca (nome obviamente dado pelos espanhóis) porque, após a tragédia, a primeira casa construída era toda branca, o que serviu de inspiração simbólica para todas as outras que seguiram.

Meknes tem dois bons motivos para visita. A arquitetura de sua kasbah mostra a personalidade megalomaníaca de um antigo sultão, Moulay Ismail, que reinou por 55 anos e é considerado o eterno sultão da cidade devido às suas construções. Para ter uma ideia, a torre do kasbah é um esplendor, e ainda existe um aqueduto construído especialmente para regar os jardins palacianos e para banhar cada uma das suas 500 esposas. Por falar em aqueduto, o outro motivo é que Meknes fica próximo das ruínas de Volubilis, um dos últimos locais de testemunha arquitetônica da presença do Império Romano no norte da África.

Outros pontos interessantes no país:

  • Rabat, a capital, não costuma atrair o turismo, no entanto possui uma medina mais amigável, além de hotéis e restaurantes com gastronomia mais refinada.
  • Tânger é conhecido na literatura pela obra O céu que nos protege. Fica perto do estreito de Gibraltar, portanto muitos turistas europeus serão encontrados por lá. Além disso, a cidade leva a fama de ser aventureira, com mais estilo e menos dinheiro, e por isso atraiu muitos artistas décadas atrás.
  • Essaouira é a cidade litorânea onde muitos europeus vão passar o verão. Por fim, Merzouga é um dos poucos locais com resquícios dos povos nômades de tuaraque.

Marrakesh e sua grande feira de barganhas vai ficar para o próximo especial sobre o Marrocos. A Revista Digital também vai trazer as principais questões da cozinha marroquina e também um passeio imperdível para quem quer se aventurar nos desertos do Saara, com direito a passeio de dromedário e cenários literalmente de cinema. Até lá.

Fontes:

https://viajologoexisto.wordpress.com/

http://www.revistaturismo.com.br/