DICAS E TÉCNICAS · FOCO NO INGREDIENTE · JANTAR

Dicas rápidas para a harmonização de vinhos com comida

Para muitos, apreciar um bons vinhos são uma arte, e harmonizá-los com o prato certo, o ápice do bom gosto. Mas será que é muito difícil a harmonização de vinhos com uma receita culinária? Continue lendo “Dicas rápidas para a harmonização de vinhos com comida”

DICAS E TÉCNICAS

4 dicas de reforma de cozinha

A cozinha é um dos espaços mais utilizados em uma casa – por isso, merece receber tratamento especial. Ainda mais quando o assunto é reforma.

Pensando nisso, reunimos algumas dicas para facilitar a renovação do nosso ambiente preferido! Acompanhe o artigo para saber mais.

 

  1. Encontrar Referências

Trata-se da parte mais idealista – e legal – do projeto. Afinal, não faltam ideias de decoração e reforma de cozinha em sites, revistas e programas de tv. No entanto, é importante manter os pés no chão e observar quais criações se adaptam mais à sua realidade e da sua cozinha.

Praticidade é outro ponto-chave. Manter utensílios e bancada de temperos próximos ao fogão, preservar 15 cm entre a geladeira e as laterais dos móveis e deixar um espaço suficiente para abrir armários são dicas que não devem ser ignoradas.

 

  1. Planejar sua nova cozinha

A cozinha é provavelmente o ambiente mais ativo de sua casa ou projeto. Tenha isso em mente ao dimensionar a reforma. Comece a pensar em um local para armazenar os eletrodomésticos e planeje onde você vai realizar suas próximas refeições.

Estude e avalie os preços da mão de obra, preferencialmente especializada. Procure também assinar um contrato objetivo, que preserve os interesses das duas partes e determine os materiais de construção e tempo de obra.

Se a transformação do ambiente for radical, aposte em acabamentos que combinem com seu estilo de vida. Caso você frite os alimentos, por exemplo, é interessante apostar em coifas, depuradores e acabamentos fáceis de limpar. Essa dica também vale ao escolher novos azulejos, bancadas e até pisos.

A iluminação também pode ajudar a dar uma nova cara ao ambiente. Priorize áreas de preparo dos alimentos. Opções de fitas e spots LEDs podem ser instaladas nas bancadas e já estão disponíveis no mercado.

 

  1. Reformar sem obra

É possível mudar o ambiente completamente sem quebrar um azulejo. Aliás, você pode modernizar seus revestimentos apenas dando um toque de cor com a ajuda de adesivos e tinta epóxi. Veja como fazer no Guia Completo de Assentamento, Pintura, Decoração e Customização de Azulejos.

Uma nova camada de tinta ou verniz nos armários também ajuda, além de facilitar a limpeza.

Outra dica é mudar os eletrodomésticos de lugar, sempre calculando uma folga para a circulação.

Não se esqueça de manter uma distância entre o fogão e a geladeira, que devem ficar em lados opostos, já que a temperatura alta do fogão requer mais energia para esfriar os alimentos da geladeira.

Você também pode reformar o piso sem quebra-quebra. Alguns porcelanatos de pouca espessura e a maioria dos pisos vinílicos podem ser facilmente instalados sobre o piso preexistente.

 

  1. Seguir um orçamento

Se uma reforma econômica é o seu objetivo, não troque de aba. Podemos te ajudar nessa tarefa. Você pode comparar os preços de materiais, custos de instalação, lojas e fabricantes na ferramenta online, sem sair de casa. O site ainda gera uma planilha inteligente para você acompanhar a quantidade e os valores. Com mais de 12 mil produtos, você encontra tudo para transformar a sua cozinha.

Gostou das dicas? Então bota em prática e conta pra gente como ficou!

Via Hometeka

DICAS E TÉCNICAS

Pizzas & Vinhos: aprenda a harmonizar

Na pizzaria, é de praxe do brasileiro pedir uma cerveja. O costume de harmonizar a redondinha com o vinho não é tão difundido, mas tem ganhado cada vez mais adeptos. Isso porque o vinho evita a sensação de inchaço, em especial nas noites de calor, e também porque seus compostos diversos oferecem uma porção de possibilidades de combinação que ajudam a ressaltar o sabor, facilitar a digestão ou ainda maximizar a experiência gastronômica da pizza. Confira aqui o especial que a Revista Digital preparou para você acertar na pedida.

Mussarela e Marguerita

Não existe opção mais clássica. Nestes sabores o foco está na  gordura do queijo e na acidez do molho de tomate, e por isso a melhor pedida na carta de vinhos é por tintos jovens, com pouca ou sem passagem pela barrica de carvalho, portanto leves e com boa acidez. Os especialistas sugerem a uva cabernet franc e, mais especificamente, os rótulos Chianti Le Vigne di Legnaia (Itália), Rapariga da Quinta Select (Portugal), Dal Pizzol Gamay Beujolais (Brasil), Bridlewood Pinot Noir (EUA) e Salton Paradoxo Merlot (Brasil).

Pizzas com Catupiry

O queijo é mais untoso, portanto pede um vinho com caráter mineral. O frisante Chardonnay da Borgonha limpa o paladar, enquanto o Lunae Branco tem uma boa acidez para harmonizar com a cremosidade.

A opção frango com cautpiry combina com tintos da uva Merlot, como os chilenos Viña Mar e León de Tarapacá e os franceses Côtes du Rhône, assim como os tintos jovens da uva Tempranillo, como os espanhois Toro Loco e Naturvin. Todos esses combinam com o frango de forma equilibrada para lidar com o queijo.

Já o sabor de camarão, que geralmente vem com catupiry, pede um vinho branco com boa acidez ou um tinto leve também ácido. Anote as sugestões: Vadio Branco (Portugal), Monte Paschoal (Brasil), E Pio Tinto (Espanha) e Alfredo Roca Fincas (Argentina).

Linguiças e outros embutidos

As pizzas Calabresa, Toscana e Pepperoni possuem a gordura de uma linguiça com forte sabor. Estes ingredientes harmonizam com vinhos contrastantes, ou seja, ricos em taninos, mas de boa acidez. Salton Classic, Cabernet Sauvignon e Salton Volpi Sauvignon Blanc são alguns dos mais qualificados para acompanhar a pizza. Vinha da Defesa (Portugal), Namaqua Shiraz (África do Sul), Bons Ares (Portugal) e o Malbec Trivento Tribui (Argentina) fecham a lista de boas opções.

Pizzas que levam presuntos e embutidos mais suaves pedem vinhos leves e com pouco tanino, como um Jerez. A Portuguesa, que tem diversos ingredientes, pede um vinho médio e aveludado, típico da uva Merlot de um Salton Intenso ou de um Salton Classic. Por fim, pizzas com temperos e condimentos fortes vão harmonizar com vinhos que possuem açúcar residual, que ameniza o ardor picante. Exemplos: Riesling ou Baccus.

Pizzas de sabor intenso

Uma das mais pedidas pizzas no mundo todo é a de Quatro Queijos, forte e salgada. Esta, assim como as de aliche e de alho, devem ser acompanhadas por vinhos com poucos taninos (quanto mais salgada, menos taninos). O que nos leva a indicar rosés, Pinot Noir sem carvalho ou brancos com boa acidez. Exemplos de Chadonnay: Viña Mar Reserva e Ventisquero Classico (chilenos), Alta Vista Premium (argentino), Aurora (brasileiro); e também Reynolds Arinto, de Portugal.

Outra pizza de forte sabor é a Romana, que leva aliche na composição. Vá de vinho branco de boa mineralidade, como o Quinta dos loridos de Portugal, Tenuta Rocca Langue da Itália, Duas Quintas Branco, português, e Marqués de Riscal Rueda, espanhol. Para a pizza de atum, basta um vinho de uva merlot.

A Napolitana, que tem muzzarela, anchovas e azeitonas, requer um tinto de taninos leves e boa acidez. Um simples Malbec, como o Alta Vista Classic e o Septima (Argentina), ou regional alentejano, como Vinha do Mouro e JP Azeitão (Portugal) fazem bem o serviço.

Pizzas de vegetais

A amada pizza de Palmito faz um belo par com vinhos brancos da uva Chardonnay, assim como o Salton Classic Chardonnay e Volpi Chardonnay. O sabor também aceita um tinto leve, desde que seja fresco e frutado, como o Salton Gamay.

Cogumelos e pimentões, de característica terrosa, pedem Pinot Noir e Carménère; já a abobrinha simpatiza com Sauvignon Blanc, como o Salton Volpi. Rúcula e tomate seco, uma inusitada mistura de amargor com agridoce, vai cair bem no paladar se acompanhado de um fresco e ácido espumante Salton Brut. Por fim, as pizzas de alcachofra serão melhor aproveitadas se você for de Chenin Blanc ou Sauvignon Blanc.

Vinho na sobremesa? Sim, senhor.

Até mesmo a pizza doce pode ser bem harmonizada. A pizza de banana, por exemplo, harmoniza com um espumante aromático, persistente, frutado e floral, como o Salton Moscatel. Já a de chocolate requer um vinho encorpado e doce para contrastar com a intensidade da cobertura; neste caso, vá de vinhos licorosos da uva Chardonnay.

Se você esquecer das nossas dicas, pelo menos anote essa: Pinot Noir. As características desses vinhos não se sobrepõem aos sabores das pizzas que possuem carnes delicadas, ao mesmo tempo que não se intimida nas pizzas mais intensas. É uma bebida cuja acidez vai ajudar a limpar o paladar, ou seja: se por acaso não harmonizar, com certeza não vai atrapalhar.

Se toda essa harmonização vai acontecer na sua casa entre amigos, tem que caprichar na apresentação. A Revista Digital já fez um especial sobre a escolha correta da taça, mas se você quer apostar num conjunto básico que supre as mais comuns necessidades, confira a sugestão do kit de quatro taças feito de vidro cristalino da Spiegelau. E na hora de cortar a pizza, por que não surpreender com um utensílio prático, preciso e bonito? O cortador de pizza da Oxo é a pedida, pois sua durabilidade é garantia de uso por anos. Aproveite ambos os produtos estão em oferta.

Tem outras sugestões para harmonizar vinhos e pizzas? Deixe um comentário e interaja com a sua Revista Digital, trazida pela Spicy para quem entende ou quer saber mais de gastronomia.

Fontes:

http://sonoma.com.br/

http://www.escrivinhos.com/

http://www.aromasdovinho.com.br/

DICAS E TÉCNICAS

Especial Facas: tipos, dicas, tudo afiadinho

Ela é mais do que essencial na cozinha. Ela é determinante. Um utensílio que pode definir de antemão, se bem usada, a qualidade de seu alimento; e tudo isso por causa de um simples corte! Esta é a faca, com todos os seus tipos de variações. Confira abaixo o especial de facas da Revista Digital que a Spïcy organizou para você entender mais.

Tipos de facas

Não importa se é para o dia-a-dia, o recebimento de visitas, um churrasco ou até uso formal; os dois fatores que são chave para o bom uso da faca são: a afiação do material e o seu modelo. Porque cada tipo de alimento ou preparo exige um tipo de faca, daí as múltiplas finalidades que seu kit de facas pode ter na cozinha. São diversos modelos existentes, mas a Revista Digital vai listar os mais comuns nas cozinhas dos grandes chefs.

Faca multiuso: a tradicional “faca de chef” ou “faca de cozinheiro”, forte e larga, de até 20 a 30cm de lâmina, serve para os mais variados fins e é a única faca que realmente não pode faltar no seu rol. Uma variação dela é o modelo Santoku, levemente menor, ideal para receitas da cozinha japonesa e oriental, que é bem diversa: carnes, vegetais, ervas etc.

Faca de cortar pão: devido a suas serrilhas, serve para fatiar bolos, pães crocantes e peça inteiras, como presunto de Parma. A faca de pasteleiro é parecida, mas sua ponta é arredondada, e o modelo serve também para bolos e tartes.

Fada de açougueiro: serve para cortar carnes maiores no mínimo de cortes possíveis. Ela é fina e curva.

Faca de desossar: é levemente curva, longa (até 17cm), de lâmina estreita e ponta bem fina, que serve para alcançar lugares difíceis, como ossos, gorduras e tendões.

Cutelo: é a imponente e larga faca, com 12 a 26cm de lâmina retangular, quase um machado para a cozinha. Sua função é essa mesma: partir carnes e ossos em peças grandes e alimentos resistentes. Para o uso na cozinha o ideal são modelos menores. Já o cutelo talhante tem de 20 a 32cm; é largo para, como diz o próprio nome, cortar a carne fria no próprio talho. A faca de talhante é o par para lidar com o mesmo desafio, mas em peças menores.

Faca de ostra: é pequena e resistente, própria para abrir conchas e nozes.

Faca de sashimi: é longo, cabo firme e possui o fio chanfrado só de um lado para tornar seu corte mais afiado.

Mezzaluna: com dois cabos e em formato de lua crescente, serve para picar e triturar vegetais com mais rapidez.

Faca de esculpir/tornear: pequena (5 a 8cm) e curva como uma pequena garra, e serve para descascar frutos encurvados ou mesmo esculpi-los. Não confundir com a descascadora.

Faca de descascar vegetais ou legumes: pois possui cerca de 9cm, reta de bico arredondado (vegetais) ou pontiagudo (legumes), no tamanho certo para para aumentar a precisão do corte.

Faca para bife: lâmina de 12cm com serrilha, feita para o corte da carne já preparada e servida. Peixes pedem a faca de filetar: estreita, flexível, 15cm de gume curvo, o que permite controle para filetar carne ou peixe com corte liso.

O salmão tem um modelo próprio: a faca de salmão tem lâmina larga, flexível, de até 30cm e ponta redonda para assegurar o corte do peixe. O modelo é similar à faca de presunto, mas a diferença desta é que possui alvéolos na lâmina para garantir o corte liso sem esforço.

No preparo de assados, garfo e faca de trinchar são necessários para cortar a carne assada com maior controle e precisão, tanto na cozinha quanto na mesa.

Faca de queijo: seus formatos são os que mais variam: desde faca curva até com lâmina vazada; mas todos têm em comum o fato de serem desenhados para que o queijo não grude na lâmina, e que o corte seja mais preciso.

Faca com cabo de compensação: seu formato curvo é próprio para evitar acidentes com as mãos.

Faca de massa: seu fio é ondulado e muitas vezes em formato de espátula de confeiteiro; tudo isso para evitar que as massas mais delicadas percam o formato pro causa do corte.

Materiais

As facas mais desejadas nas cozinhas são as de aço inox, em especial as de peça única: além de lindas, elas passam elegância e combinam com qualquer estilo de cozinha. Sem contar que, subjetivamente, elas transmitem confiança ao chef. Também já existem as de aço inox com resina; elas exigem os mesmos cuidados (vide abaixo), e ainda protegem os alimentos contra a oxidação.

No mercado de facas em materiais alternativos, cada um tem seus prós e contras. A faca de cerâmica, uma novidade nas cozinhas, possui um fio de corte que dura muito mais tempo; no entanto não é própria para carnes, e para afiá-la é necessário um profissional. As facas de acrílico não são eficientes na maioria dos alimentos, mas têm uma grande vantagem no corte de vegetais e folhas das saladas: por não ser de inox, ela não oxida o alimento.

Por fim, um material que excede qualquer expectativa em qualidade e durabilidade é o aço fabricado com Cromargan Protect, uma patente registrada. São até 150x mais resistentes aos sinais de desgaste. Isso porque o aço inox passa por 32 etapas de produção e por quatro testes qualidade exigentes, em especial na fábrica da marca WMF. A marca alemã, antes encontrada somente em algumas cidades da Alemanha, França e Suíça, hoje é adquirida em lojas especialistas de luxo; no Brasil, é exclusividade da Spïcy. Link da marca: http://www.spicy.com.br/wmf

Cuidados

Para manter o material por mais tempo e garantir sua beleza durante o manuseio, o kit deve ser lavado antes do primeiro uso e sempre após. Use água quente para reanimar o brilho, detergente neutro por ser menos abrasivo e agressivo ao metal, e esponja macia. Evite as esponjas de aço, que provocam  micro-arranhões na superfície. Pelo mesmo motivo, não amontoe as facas na gaveta. Aliás, isso vale não só para suas facas, mas pra todo o seu faqueiro.

O água também oxida, em especial talheres de inox. Antes de guardar enxugue bem, principalmente as facas, que costumam ter mais carbono; isso porque, se por um lado a composição faz com que elas mantenham o corte, por outro elas acabam mais suscetíveis à ação do cloro contido na água da torneira.

Para deixar a faca sempre afiada, use pedra de amolar ou uma chaíra, que é própria para afiar facas. Segundo os chefs, para manter o fio do corte eles recomendam passar 30x a faca na diagonal em um lado, e 10x reto no outro lado.

Independente se seu conjunto de facas vai seguir o acabamento de seu faqueiro, o importante é pensar que seu orçamento influi no padrão geral, e o padrão desejado influi no seu orçamento. Procure encontrar o equilíbrio para não sair frustrado, em especial se você quer fazer uso constante dos utensílios. Como tudo o que você for adquirir na vida.

Então atenção à composição níquel-cromo da faca quando for comprar a sua. Nas embalagens costuma ser exibida a especificação 18/0, 18/8 ou 18/10 (proporção cromo/níquel). Quando maior o número da direita, mais níquel no composto metálico, portanto mais durabilidade e melhor acabamento.

Aproveite a matéria e confira nossa linha de facas e faqueiros na Spïcy. Pesquise, avalie, complete e renove o arsenal de corte deste grande chef que existe em você.

Fontes:

http://www.ehow.com.br/

http://www.mobly.com.br/

http://www1.folha.uol.com.br/

http://www.ivocutelarias.com/

DICAS E TÉCNICAS

Especial sobre pizzas, saindo do forno

Dentre os pratos mais famosos do mundo, ela está no rol dos preferidos, lembrados e pedidos. É um dos símbolos da cultura italiana. E ainda tem gente que consome suas sobras direto da geladeira, quando bate a fome apressada. E tudo bem. Porque, afinal, quem não gosta de uma boa e acalentadora pizza? Desse prato, que magicamente nos remete a uma relação afetiva com a comida? Deve ser por causa do carma afetivo que as mammas italianas imprimiram em sua origem.

Acompanhem agora nosso especial sobre Pizzas. A Revista Digital fala de sua origem, de dicas de preparo e também das opções gourmet que você pode encontrar na cidade de São Paulo, a capital brasileira da pizza.

Origem da redondinha

Talvez o berço nem seja italiano. Os chineses, muito antes da região da bota, mas em data incerta, já consumiam o produto da massa assada. “Geneticamente falando”, o origem da pizza é o próprio pão, já que muitos povos antigos consumiam a massa achatada com o acréscimo de coberturas e ingredientes típicos dos costumes locais.

No século XVI veio a intervenção italiana. No sul da região alguns povoados pobres começaram a incluir tomates; não muito tempo depois veio o queijo, já que a região italiana era a maior produtora desses dois itens.

A mais antiga produtora de pizzas, que é a Antica Pizzeria Port’Alba, foi criada em 1738 em Nápoles, e quase um século depois foi transformada em pizzaria de fato. No século XIX o sul da Itália tornou-se rota turística devido à forte e presente cultura da pizza na alimentação.

A imigração italiana foi um dos maiores difusores da cultura pizzaiola pelo mundo. A 2ª Guerra Mundial também teve seu papel: as tropas norte-americanas, em campanha no sul da Itália, precisavam reabastecer as energias nos povoados. Tiveram contato com a pizza, adoraram e trouxeram a ideia de volta ao continente americano, onde houve também muita imigração italiana. Dali, graças à influência cultural dos Estados Unidos, logo o prato caiu na cultura popular mundial.

No Brasil, o berço da pizza é o bairro do Brás, em São Paulo, um dos principais redutos da história da imigração italiana. É também da cultura paulista a origem da expressão “acabar em pizza”, num episódio diplomático que conciliou dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras após uma acalorada discussão. Hoje, como foi dito acima, São Paulo é a segunda maior “capital da pizza” no mundo: mais de 1 milhão de pizzas consumidas por dia, com 5 mil pizzarias abertas. Só perde, mesmo, para Nova York.

A verdadeira, segundo os puristas

Existem diversas maneiras de preparar a pizza, mas hoje vamos nos focar no que a tradição pede. Alguns itens de fato fazem diferença na consistência e na percepção do paladar, mas há outros itens que são puro ritual. Pelo menos dá uma graça a mais na hora que você for fazer a pizza no seu próprio forno.

Forno a lenha com fogo a 485º C é o ideal para que a massa asse de forma correta. Quanto mais próximo do modelo napolitano de forno, melhor o resultado. Se tudo estiver em ordem, a pizza deve ser deixada no forno por 60 a 90 segundos.

A massa deve ser feita à mão, não com rolo, e espalhada com delicadeza. Isso promove uma textura mais fina, no sentido palativo. Quando a massa for aberta, as dimensões ideais do disco são de 35cm de diâmetro e 3mm de espessura no centro.

Se você quer tradição mesmo, os tomates tipo San Marzano, colhidos nos pés do Monte Vesúvio, têm um sabor inconfundível. Anote a dica para quando for preparar a pizza mais especial da sua vida. E quando isso acontecer complete com o ritual que muitos pizzaiolos ainda seguem: distribuir o azeite no sentido horário. Só pra dar aquela graça a mais.

Brincadeiras à parte há três dicas essenciais para que sua pizza, mesmo amadora, se pareça com as mais dignas de aplausos. A primeira é que o tomate pelado é ideal para fazer o molho, pois é mais adocicado. A segunda é que a farinha deve ser do tipo 00, pois dá mais liga. E você deve usar pouca farinha na hora de abrir a massa.

Na cobertura, apenas alguns produtos devem ser evitados, como frutas e maionese, pois reagem mal com a substância da massa. De resto, você pode ir pelas receitas clássicas ou apelar para a criatividade, como alguns restaurantes têm feito ao redor do mundo. Quer conhecer alguns deles?

Prazer sou a pizza do chef

Seguindo as tendências que acontecem com muitas comidas populares — hambúrguer gourmet, sorvete gourmet, food truck gourmet — a pizza já possui muitas versões mais finas e que inovam o conceito de harmonização de ingredientes com a massa. Estamos falando de pizzas que levam salmão, pera, gruyère, amêndoas… Confira agora algumas opções de pizzarias paulistanas que proporcionam essa experiência.

A Soggiorno fica no Alto da Lapa e possui muitas opções que vão fazer seu paladar entrar em êxtase. A pizza Favorita leva queijo brie derretido, mozarela de búfala fresca, rúcula e presunto cru. Juquehy tem massa crocante, alface americana, queijo brie, palmito, tomate-cereja e molho à base de mostarda e mel. Tem até pizza light, com carpaccio, alface americana, rúcula, cenoura ralada, palmito e parmesão.

A pizzaria Forno da Vila tem foco no conceito de pizza gourmet e fica na Vila Mariana. A pizza Alho Negro leva ricota fresca temperada, mozarela de búfala, tomate-cereja, alho negro em lascas e pistache torrado. Peru e Burrata posssui peito de peru defumado, mozarela amanteigada e queijo parmesão. Destaque para a pizza que leva queijo brie, amêndoas torradas e mel. Como ela se chama? Brie e Amêndoas.

A lista ainda pode aumentar. A Forneria do Santa, em Moema, serve uma pizza exótica com nome auto-explicativo: Pera com presunto de parma. e a Veridiana é a pizzaria que tem num de seus pratos mais exclamatórios a Napoli in Toscana, feita de mozarela com trufas negras em lasca.

Depois de encher a boca de água, será que dá para acabar esse post em pizza? Corra até a cozinha e comece a fazer a sua, e até a próxima postagem.

Fontes:

http://revistacasaejardim.globo.com/

http://www1.folha.uol.com.br/comida/

http://economia.uol.com.br/

http://didspizza.tumblr.com/

DICAS E TÉCNICAS

Especial Azeites: benefícios, escolhas e dicas de chefs

Ele é o principal ingrediente da cozinha espanhola, e um dos principais da mediterrânea. O azeite, que significa “o sumo da azeitona”, está entre os óleos mais generosos que a natureza oferece, pois além de dar sabor imediato aos alimentos ele proporciona sólidos benefícios à saúde em longo prazo. Saiba mais abaixo, com o especial sobre azeites que a Revista Digital da Spicy preparou para você.

O azeite na história

O uso do alimento é milenar: já faz de cinco a seis mil anos que a humanidade, em especial os povos do atual Oriente Médio próximos ao Mar Mediterrâneo, descobriu os benefícios tanto culinários quanto práticos do óleo. Mas foram os gregos (e, posteriormente, os romanos) que levaram o azeite para a Europa, e, no século XVI, na colonização espanhola, para a América.

O que poucos sabem é que antes do homem ver deslizar pelas panelas aquecidas e escorrer o azeite pelos alimentos, o extrato foi muito utilizado para diversas outras funções: na medicina para acelerar a cura de feridas e compor de remédios; nos esportes para evitar assados e melhorar a performance; em expedições polares como isolante térmico quando passado na pele; em metais como lubrificante; e até para iluminação, pois a lamparina levava azeite como combustível.

A ciência tratou de aperfeiçoar todas essas técnicas. Mas a culinária ainda persiste: azeite continua sendo um dos grandes itens alimentícios multiuso no mundo todo.

O processo de extração

O azeite de verdade é feito 100% de olivas e é um dos raros casos da natureza em que o óleo é extraído da fruta, não da semente. Existem mais de 270 tipos de azeitonas, no entanto apenas 24 delas são utilizadas para produzir azeite; as mais comuns são a Galega (Portugal), Picual (Espanha) e Arauco (Argentina). Uma oliveira produz anualmente 20 Kg de azeitonas, o que gera aproximadamente 4L do produto. Então imagine como é cheio de oliveiras na Espanha, que utiliza azeite praticamente em tudo: paellas, tapas, gazpachos, fabadas asturianas, tortillas de patatas, cocidos… Será que é por isso que são os maiores produtores e exportadores de óleo de oliva do mundo?

O azeite pode ser classificado em três tipos (não contamos “azeite composto” como azeite): o extra-virgem, o virgem e o puro. O extra-virgem é extraído por prensagem da azeitona e possui menos de 1% de acidez; o virgem também se tira por prensagem, mas a acidez fica entre 2 e 3%; já o puro é uma mistura de azeite virgem com azeite refinado, ou seja, que passa por processo químico, e a acidez fica abaixo de 1,5%.

Como escolher o bom azeite

A acidez não tem nada a ver com o pH, como muitos pensam. O índice de acidez no azeite reflete a quantidade de ácidos graxos livres, e portanto não pode ser notado pelo paladar e nem está exclusivamente relacionada à qualidade de óleo.

Se a química escrita no rótulo não é guia tão fiel para a escolha, nossos sentidos são. Basta experimentar o azeite para saber de sua qualidade. Quanto melhor for o líquido, mais suave, “doce” ele será; do contrário, terá um amargor característico. O sabor adocicado está diretamente relacionado à azeitona que foi utilizada. As verdes produzem sabor amargo, enquanto as mais maduras possuem o sabor que buscamos, suave na língua.

Mas, em termos gerais, caso você não perceba as sutilezas das marcas, em geral o nível de acidez pode refletir o sabor do azeite. A dica é experimentar. Comece com um azeite de 0,5% de acidez, depois um de 0,3%, e depois um (raro) de 0,15%.

Por falar em números, ao contrário do vinho, o melhor azeite é o mais novo. Isso porque naturalmente os compostos do alimento perdem suas propriedades conforme o tempo passa. Exposição à luz e ao calor aceleram essa perda, pois o azeite é termo e fotossensível. Os azeites mantidos em vidros escuros ou latas são os que mais aguentam os efeitos naturais do tempo na química. Em todo caso, valem as regras: quanto mais novo, melhor. Tolere no máximo azeites com 18 meses de idade, e na hora de comprar alcance as garrafas do fundo da prateleira.

Benefícios do azeite (se é que você já não conhece)

A dieta mediterrânea é famosa. Ficou conhecida a partir dos anos 1960, quando foi notado que nos países europeus ao redor do Mediterrâneo, sobretudo na Grécia e em sua ilha de Creta, os índices de doenças cardíacas era até 90% menor que em outros locais da Europa e do mundo.

Esta dieta possui alguns pilares de comportamento, como os exercícios regulares, mas o azeite é um dos principais ingredientes dessa receita de saúde. Na dieta mediterrânea a maioria dos óleos vegetais são substituídos por ele, como, por exemplo, a torrada e o pão, que em vez de ser consumida com margarina, é embebida com o óleo de oliva.

É por isso que nutricionistas e cientistas passaram a estudar a fundo os benefícios do azeite na alimentação. Para o coração, por exemplo, ele controla os níveis de colesterol, reduzindo o mau (LDL) e aumentando o bom (HDL). Sua composição, rica em ácidos graxos monoinsaturados, também é anticarcinogênica, evita a desmineralização dos ossos, é antioxidante (o cérebro é o principal beneficiado), além de muitos outros benefícios sutis. O consumo indicado diário é de 30g (duas colheres de sopa). Isso deve ser considerado antes do exagero, pois, apesar de todos os benefícios, o óleo é muito calórico: essas mesmas 30g possuem 265 Kcal. A dieta mediterrânea retira cerca de 35% das calorias diárias dos azeites, e o restante dos carboidratos e açúcares.

Dicas dos chefs

O uso do azeite possui vantagens sutis, mas que podem fazer a diferença. Por exemplo, nas saladas, despeje os fios de azeite antes dos outros temperos, pois isso aumenta o tempo que as folhas levam antes de começar a murchar. Nas grelhas, o azeite evita que a carne perca sucos que dão o sabor. Além disso, o azeite é ideal para conduzir o sabor dos temperos.

Mas os especialistas da cozinha mediterrânea não titubeiam no uso do azeite nem mesmo para as frituras. Muitas pessoas acreditam que o azeite deve ser consumido apenas frio. De fato, a melhor maneira de consumi-lo é in natura, na finalização dos pratos, mas com ele podemos ir além. Se utilizado em temperatura média, o azeite continua sendo o óleo ideal para uma cozinha mais saudável, pois, ao contrário de outros óleos, ele não penetra fundo nos alimentos (o que, além de tudo, mantém o sabor deles após fritá-los). Seus componentes químicos resistem a temperaturas de até 230ºC antes de fumegar e perder as características; a título de comparação, o óleo de soja aguenta apenas 180ºC.

O segredo da imersão em azeite é o controle de temperatura. Uma técnica utilizada por quem entende de fritura é a do pãozinho. Mergulhe um pedacinho de pão no azeite quando estiver esquentando. Se o pão afundar, o azeite está frio; se afundar e subir lentamente, está ótimo: 160ºC; se afundar e subir rapidamente, quer dizer que está próximo dos 180ºC; se não afundar, evite a imersão: o azeite está quente demais.

No caso de fritar várias vezes, sempre filtre o azeite logo após a retirada do alimento, para evitar que os resíduos anteriores alterem o sabor do próximo. O número máximo recomendado de uso do mesmo óleo é, para os chefs, cinco vezes.

E esse é o número máximo de parágrafos que escreveremos sobre azeite sem dar um pulo à cozinha, cortar uma pão italiano, dar aquela molhadinha básica com azeite e aproveitar a delícia que isso pode nos proporcionar. Então, até a próxima semana, quando falaremos de mais dois filmes de dar água na boca, com o Cinegastronomia da Revista Digital.

Fontes:

www.bbel.com.br

www.oliva.org.br

www.borgesalimentos.com.br

PRIMEIROS PASSOS

Especial Utensílios de Cozinha: Os Essenciais

Continuando o especial sobre utensílios de cozinha, o foco da semana agora será: os itens essenciais seu arsenal culinário. É claro que a variedade de utensílios varia principalmente de acordo com o quanto que você cozinha, o tipo de prato que costuma preparar, quanto tempo você dispõe no fogão, além, é claro, de seus próprios caprichos. Mas existem objetos que devem estar sempre à mão, pois, além de servirem para funções que só eles fazem, economizam um precioso tempo durante o preparo da refeição.

Só para ver como a lista pode ser imensa, fazendo uma breve pesquisa (*) você descobrirá que, para quem cozinha em nível básico ou amador, a quantidade de itens já é bem grandinha. Confira:

abridor de garrafa de vinho, abridor de lata, batedor de ovos (fouet), cafeteira, conjunto de copos medidores, conjunto de colheres medidoras, cortador de pizza, descascador de legumes, espremedor de batatas, espremedor de laranjas, faca de chef grande, faca de pão, faca pequena, forma de bolo redonda, forma de pudim com furo no meio, frigideira ou grelha grande, jogo de panelas de inox, liquidificador, martelo de cozinha, moedor de alho, moedor de pimenta do reino, moedor de sal, panela de pressão, pinça grande para pegar alimentos quentes, pincel de silicone, ralador comum triangular, ralador de queijo de cilindro (daquele que vai à mesa), rolo de massa, sanduicheira, tesoura de cozinha, torradeira, duas peneiras de inox, tábuas de plástico, assadeiras de tamanhos variados, tigelas para misturar alimentos, espátulas de silicone, forminhas para bolachinhas, ítens para pia (escorredor, apoiador de detergente e esponja, rodo), jarras e garrafa térmica, potes com tampa para armazenar alimentos prontos na geladeira, potes herméticos para guardar alimentos secos na dispensa, refratários de diversos tamanhos.

UFA! E isso foi só o nível básico. Para quem vai morar sozinho pela primeira vez e não conta com ajuda de alguém para aconselhar, existem sites bem didáticos que ensinam o quê e em que ordem ir comprando as coisas básicas, como o blog Bbel. Conforme o tempo você vai descobrindo as necessidades e aumentando seu rol de utensílios. Fuçar na variedade de produtos da OXO no site da Spïcy também vai te encher de ideias para transformar a cara da sua cozinha. Link da marca:http://www.spicy.com.br/oxo

A título de curiosidade, aqui vai a lista de itens que os chefs em geral acham prioridade numa cozinha gourmet. Lembre-se que isso depende do tipo de experiências você gosta de fazer no seu laboratório culinário:

balança digital para receitas de confeitaria e panificação, batedeira planetária ou profissional, bico de confeiteiro, chaira e uma pedra de afiar facas, faca de sushi, faca elétrica, forma de cheesecake com lateral removível, forma de pão retangular, forma de torta com fundo falso para fazer quiche, frigideira grande, frigideira pequena, antiaderente para panquecas, maçarico, mandolin, paelleira, panela alta de capacidade mínima de 5 litros, processador de alimentos, ralador específico para raspas de cítricos, secador de salada, termômetro para medir temperatura interna de cortes de carnes inteiras, bandejas de gelo para congelar caldos, barbante culinário, formas de bolo diversas, formas individuais diversas, mini ramequins para suflês, panelas especiais para macarrão (tipo Le Creuset), pedaços de pano ou gaze para fazer sachets de temperos.

Itens que não são considerados essenciais, mas deveriam

Não vale a pena falar aqui da importância das panelas, copos, talheres e itens óbvios, não é mesmo? Em vez disso, que tal saber um pouco mais de itens que você, depois de ler, vai se perguntar: por que é que eles também não são itens obrigatórios em toda cozinha?

Por exemplo, a colher de bambu. Diferente da colher de pau, que prolifera bactérias, a colher de bambu naturalmente é autodesinfetante (!) e não deve em nada aos benefícios da madeira comum, como o fato de não riscar a panela e ser resistente ao fogo. Além disso, é ecologicamente correta. O mesmo vale para a tábua de bambu, que não retém cheiro, como as de polietileno, e não desgasta as lâminas das facas, como as tábuas de vidro. A única diferença é que os utensílios de bambu devem ser untados com óleo mineral, que é vendido em qualquer farmácia, a cada seis meses.

pilão, no post anterior, foi dado como um utensílio que caiu em desuso. Na verdade, devemos a ele uma errata: além de útil no preparo de molho pesto, o pilão também vai servir para quebrar nozes e outras oleaginosas, como castanhas e amêndoas; também é bom para macerar ervas e frutas, além de triturar alho como ninguém. Deu até pra sentir o gostinho da pizza áleo e óleo, não? Ele só não substitui o processador de alimentos, essencial para purês e temperos, um batedor (fouet) para o preparo de caldas, claras em neve e misturas, e oliquidificador, que dispensa comentários.

descascador de legumes não só economiza seu tempo comparando com o uso da faca, como também tem uma grande vantagem: ele raspa a casca de frutas e legumes bem fininho. Também serve para tirar lasquinhas de queijo e vegetais. E por falar em lasquinhas, não deixe faltar na sua bancada uma faca própria para cortar pão (para

fiambre), para não detonar aquela baguete ou ciabata da padaria que você mais gosta.

Uma faca de chef também deve constar na sua cozinha, pois corta alimentos maravilhosamente bem. Você deve tomar cuidado na hora de comprar: ela deve ter um bojo para proteger seus dedos, e deve ser de lâmina única ou de lâmina que entra no cabo (as lâminas que não entram no cabo quebram fácil).

Tigelas, tigelas! Tenha uma grande, de vidro, bem bonita, para servir saladas, e outras de tamanhos variados em inox, que é um material bem mais leve que o vidro na hora de preparar alimentos, e não pega cheiro como as tigelas de plástico. Ainda na ala dos utensílios grandes, quem gosta de fazer bolos e tortas deve ter fôrmas de fundo falso (removível), pois ajuda a desenformar sua obra-prima sem perigo de quebrar.

Apesar de muita gente não estar muito aí para a precisão, um conjunto medidor padrão pode fazer a diferença na sua receita. Afinal, colher de chá não é colher de açúcar, e caneca não é xícara. Em todo caso, guarde os números: uma colher de chá tem 16 mL e uma xícara tem 240 mL. Outras medias costumam ser variação dessas proporções.

Tenha na gaveta um pincel de cozinha, que pode ser tanto de silicone quanto de cerdas comuns. Além de distribuir o óleo na superfície do alimento muito mais uniformemente, o pincel de cozinha ajuda a reduzir no mínimo pela metade a quantidade de óleo utilizado (ou pasta, manteiga, margarina etc.). Aposto que você já pensou na dieta. Nota:escumadeiras também ajudam a tirar o excesso de óleo das frituras e a água dos cozidos. E já que falamos no material da moda, as espátulas de silicone estão cada vez mais em voga: além de não riscarem o fundo da panela na hora de raspar o tacho, elas aguentam bem as altas temperaturas; você só precisa fazer uma forcinha extra com cuidado, já que o material é flexível.

Por fim, um espremedor de laranja. Para quem mora em três ou mais pessoas, é um grande economizador de tempo no preparo do suco que é o preferido do brasileiro. E não tem nada melhor que uma laranjada feita na hora pela manhã, não é mesmo?

Utensílios que ajudam a decorar a cozinha

Existem objetos que, por ficarem sempre à mostra, também fazem parte dos itens de decoração da cozinha. O porta-papel (alumínio, plástico ou toalha), por exemplo, deve estar num lugar estratégico, visível e de fácil alcance, e em cores e material que combinem com os móveis e eletrodomésticos. O mesmo vale para os panos de copa e cozinha e seus devidos penduradores. Os utensílios de copa (geralmente de mesa, café da manhã e servidor de alimentos) também são valorizados pelo design, apesar de aparecer apenas nas refeições e em outro ambiente, dependendo do formato da cozinha.

Você já pensou como um saleiro pode dar um charme para o cantinho de condimentos ou o centro da mesa? Pense nisso quando for pesquisar o seu na Spïcy. Já na pia, os utensílios de guardar detergente, sabão, esponja e rodinho também podem ser comprados em conjunto, para ornar com o seu arredor.

Porta-facas, escorredor de louça, pendurador de panela, fruteira… muita coisa pode servir para dar ainda mais charme ao reduto dos chefs de sua casa. Portanto, no próximo post você vai saber mais sobre como pensar no design e organização da cozinha através dos utensílios. Até lá!

(*) Fontes:

http://www.dedodemoca.net/

http://gnt.globo.com/

http://bbel.com.br/

PRIMEIROS PASSOS

Especial Utensílios de Cozinha: A História

Este é o primeiro de três textos que a Revista Digital da Spïcy preparou no Especial Utensílios de Cozinha. Neste post você vai saber mais da história do uso dos instrumentos que determinaram ou foram determinados por nossa maneira de se alimentar.

A história da cozinha, e também de sua arquitetura, é praticamente a história da evolução do fogo e do fogão. Já a história dos utensílios são reflexos das dificuldades nutricionais, gostos e necessidades que cada civilização teve ao longo do tempo.

De acordo com os estudos arqueológicos, há evidências de que os recursos naturais que os homens primitivos tinham à mão determinaram a cultura culinária das civilizações. Por exemplo: povos que viviam próximos ao mar utilizavam conchas e cascos de tartaruga como cumbucas primitivas, o que delineou suas preferências alimentares. Os asiáticos, tão bem providos de certos tipos vegetais, utlizavam copos feitos de bambu; da mesma forma, os americanos pré-Colombo tinham diversas tigelas feitas de pedra.

Um dos aspectos mais interessantes da história dos utensílios de cozinha é a prova de que existe um “darwinismo gastronômico”, nas palavras da pesquisadora Bee Wilson. A especialista, em seu livro Consider The Fork, observou que na cozinha a tecnologia só sobrevive quando é útil, ou seja, o que é prático nunca sai de cena. Exemplos: a colher de pau e a própria panela. Estes sobreviventes foram capazes de moldar costumes tanto à mesa quanto no uso do fogão.

No entanto, é possível dizer que a história dos utensílios de cozinha tiveram maior desenvolvimento em três momentos da humanidade:

  • *A descoberta do fogo, graças ao qual foi possível fundir metais e produzir utensílios mais precisos, pois até então a pedra era o principal material culinário;

  • *A descoberta da cerâmica, que possibilitou moldar panelas e recipientes mais resistentes ao calor;

  • *E a primeira Revolução Industrial, que popularizou utensílios metálicos e facilitou a disseminação de hábitos de mesa da nobreza europeia.

O caso da cerâmica é ainda mais interessante. Por ser menos porosa, com este material o homem conseguiu fazer panelas rudimentares e pela primeira vez utilizar a água no preparo dos alimentos, que, até então, era basicamente cereais moídos e carnes assadas. Só para ver o quanto isso impactou na história dos costumes culinários do mundo, pense que foi graças aos primeiros ensopados que o homem conseguiu separar a gordura, utilizada a partir de então para refogar, guisar e fritar carnes e vegetais.

Os utensílios ao longo das Eras

Na Idade Média era comum cozinhar com fogo aberto, e os utensílios eram feitos de barro, ferro ou bronze; na época já existiam as panelas, frigideiras e caldeiras, além de facas, colheres, espetos e tesouras. No Renascimento surgiram as balanças, garfos e grelhas.

No século XVII, com a Revolução Industrial, pela primeira vez houve uma melhora significativa dos materiais e utensílios de cozinha. Nesta era, utensílios de maior qualidade puderam ser produzidos e vendidos por menores preços, o que ajudou a difundir certos costumes pela Europa afora; exemplo: o uso do garfo para comer macarronada. Além disso, graças à melhoria dos meios de transporte, os alimentos perecíveis puderam cruzar maiores territórios. Foi quando o consumo de pescados se intensificou, e novos pratos e modos de preparo foram inventados pelos chefs da época. Acompanhando o surgimento de novos pratos, vieram novos utensílios de corte e preservação.

A partir da Revolução Industrial, as mudanças de costumes e surgimento de novos utensílios seguiram uma cadência exponencial. No século XIX novos materiais figuraram nas cozinhas e mesas: cobre, novos usos do ferro, panelas de alumínio, cerâmicas de maior qualidade. Uma curiosidade: acultura francesa era muito valorizada na Europa e suas colônias, e por isso os utensílios, costumes e pratos de sua cozinha foram copiados mundo afora.

Em relação aos utensílios de cozinha, o século XX foi a era do plástico e seus derivados. Com a descoberta do material (que se deu, na verdade, em 1850, mas só mais tarde foi popularizado), utensílios pesados foram pouco a pouco sendo substituídos. Depois dos anos 1950, os lares foram invadidos por novos e inovadores produtos, impulsionados pela industrialização e da força propagandeada do “sonho americano”.

Curiosamente, apesar de o século XXI possuir muitas opções de materiais, tamanhos etc., há cada vez mais uma nostalgia por utensílios retrô; exemplo: batederias manuais. Uma prova dessa vastidão de oferta é a marca OXO, que possui inúmeros produtos tanto clássicos quanto inovadores. Ela surgiu no fim do século XX e já conquistou o coração dos chefs não só nos Estados Unidos, mas em todos os países onde a marca está presente. Confira a linha completa no site da Spïcy:http://www.spicy.com.br/oxo

Sobreviventes e aposentados

Os utensílios que mais sobreviveram ao tempo são os que vêm à mente toda vez que pensamos em cozinha: garfo, faca, colher e panela. Esta surgiu em 10.000 a.C. na América do Sul e representou uma revolução nutricional à humanidade: se antes os povos utilizavam conchas, cascos de tartaruga e até mesmo estômago de animais para preparar os alimentos, foi graças à panela rudimentar que o homem percebeu que podia usar a água para cozinhar, esquentar e amolecer o consumo de alimentos até então não duros demais para serem consumidos.

faca, de origem etíope, surgiu antes mesmo do fogo. Era multiuso, pois além de servir de arma, cortava em pedaços os alimentos que os dentes não podiam triturar. Curiosidade: algumas das leis da etiqueta à mesa surgiram na França para evitar que acidentes acontecessem no manejo da faca nos banquetes da aristocracia.

colher surgiu provavelmente três séculos antes da era cristã. Antes dela eram utilizados galhos e conchas para se alimentar de líquidos e substâncias pastosas.

garfo seria o caçula deste time de sobreviventes, pois apareceu apenas no século XI, já na Europa. Havia muito preconceito quanto ao seu uso, já que seu formato é análogo ao tridente do diabo, e a Idade Média levava mais a sério os símbolos religiosos. A superstição caiu abaixo quando os italianos passaram a utilizar o garfo para a macarronada, e o costume foi logo associado à nobreza: costumava-se comer macarrão com a mão, o que, após a popularização do garfo, ficou associado às classes baixas.

Mas nos anais da história culinária também há utensílios aposentados, sejam por motivos de obsolescência ou mesmo fracasso. Por exemplo: em 1940, um australiano criou o spork (spoon + fork), uma mistura de colher e garfo. Apesar da boa intenção, na prática o utensílio não cumpria nenhuma das duas funções, e não resistiu ao desuso.

batedor de ovos manual, que surgiu no fim do século XIX nos Estados Unidos e foi popularizado para produzir bolos, claras em neve e outras misturas, teve vida de mais ou menos cem anos, pois em 1971 surgiu a batedeira elétrica. No entanto, o mercado prova que o batedor manual pode voltar à vida, em especial aos amantes nostálgicos da cozinha.

Por fim, o pilão. O utensílio surgiu há 20 mil anos na África com fins de triturar cereais e ervas, o que foi a causa da sensível melhoria nutricional e medicinal das tribos. Nas cozinhas de hoje ele não costuma ser utilizado, a não ser para fazer molho pesto ou servir de decoração, já que os processadores de alimentos cumprem a função em tempo muito inferior.

Não perca na próxima semana a continuação do Especial Utensílios de Cozinha, com mais curiosidades e fatos para você que é apaixonado por gastronomia..

Fontes:

http://www.antiquariocasarao.com.br/

http://revistaepoca.globo.com/

“Memórias Gastronômicas de Todos os Tempos” (Ed. Zahar)

DICAS E TÉCNICAS

O Design na Cozinha: Tendências, Cuidados e Sugestões

O mês de julho na Revista Digital foi dedicado inteiramente à cozinha, a especialidade da Spïcy. Para encerrar com sobremesa, o tema do post da semana é aquilo que mais encanta numa casa bem decorada: o design, justamente deste cômodo tão especial. Confira abaixo algumas tendências, cuidados no planejamento e sugestões de arquitetos e decoradores para você ter mil ideias de como criar a cozinha dos seus sonhos mais gourmet.

Tendências e sugestões

Na opinião de especialistas, as cores vibrantes chegaram para ficar de vez, mas desde que sejam apenas complementares. Por exemplo: armários amadeirados e/ou brancos são mais sóbrios; se os armários tiverem frisos em laca em tons vermelhos, bordô, azuis ou mesmo verdes, eles quebram a sobriedade do ambiente. As cores vivas não podem ser predominantes, especialmente em áreas pequenas, pois cores vibrantes causam a ilusão óptica de reduzir o espaço.

A contramão dessa ideia, mas igualmente na moda, é arriscar uma cozinha em preto e branco, intercalando bancada, tampões, armários, eletrodomésticos e detalhes nas cores. Fica a dica para quem preza por elegância acima de tudo.

Cozinha simples ou sofisticada? Independente do gosto, a cozinha que é planejada para os dias atuais precisa unir beleza e praticidade. Um exemplo dessa máxima é a presença cada vez mais comum, independente da cara do ambiente, de puxadores embutidos e corrediças telescópicas (com amortecedor). Elas facilitam o dia-a-dia e ainda valorizam o ambiente, deixando tudo à mão sem deixar partes dos móveis expostos a esbarrões.

Quanto ao estilo da cozinha, fique atento às dicas do seu designer para unir seu gosto pessoal com as expectativas que você tem do ambiente. Exemplo: uma cozinha simples, porém moderna, pode ganhar esses ares se uma das paredes for decorada com os adesivos próprios para parede. Os adesivos especiais podem ser de temas de alimentos, cozinhas gourmet, ou mesmo personalizados ao seu estilo de vida, como imagens relacionadas a música ou cinema.

Outra sugestão, porém mais sofisticada, é incluir plantas ao ambiente. Uma grande mesa de cumaru ou similar (de preferência de madeira reflorestada), bem visível, não apenas quebra a modernidade dos eletrodomésticos, como ainda inclui o elemento madeira ao ambiente, relacionado, no Feng Shui, à prosperidade e à família. As plantas, ervas e temperos naturais podem ficar em vasinhos no centro da mesa, harmonizando o verde das folhas ao marrom da madeira.

Para quem gosta de ares ultramodernos, industriais ou de cozinhas de alto padrão de restaurantes, estão em voga as bancadas feitas com inox sob medida. O aspecto fica ainda mais valorizado com portas e tamponados também em inox, além de eletrodomésticos e utensílios no estilo. Escolha uma cor para aqui e ali quebrar com o ar metálico, para não sobrecarregar sua impressão visual.

Uma dica para quem aprecia o estilo inox e quer incrementar a cozinha, é conferir a linha de produtos da WMF. É uma marca exclusiva da loja e de vendedores premium de algumas cidades alemãs, suíças ou francesas — e da Spïcy, no Brasil. Não oferecemos apenas produtos nesse acabamento, mas, de panelas a infusores de chá, de facas profissionais a eletrodomésticos, o inox definitivamente é o tema destaque da WMF. Confira aqui: http://www.spicy.com.br/wmf

Cuidados ao planejar o espaço

O sistema de iluminação embutido nos móveis também embeleza o ambiente, pois você pode focar a luz apenas onde pretende usar. Luz geral não valoriza os detalhes e as sub-áreas da cozinha. Além do mais, para quem prefere a cozinha tipo americana, a iluminação embutida ainda facilita para que a luz de um espaço não interfira no bem estar do outro. Só não se esqueça de planejar a fiação e o ponto elétrico para os interruptores.

Aliás, atenção ao posicionamento das tomadas, ligação de gás, tamanho dos eletrodomésticos e à dimensão dos móveis. No caso desses dois últimos, é bom que você, ao planejar a cozinha, tenha os eletrodomésticos antes de encomendar os móveis; ou ao menos tenha em mente um modelo do aparelho que pretende comprar muito em breve, para saber suas medidas antes de sentar com o decorador ou arquiteto. Seria muito frustrante sair quebrando algo que você acabou de construir porque a geladeira não coube, ou ainda ver que o microondas ficou dançando no armário.

Quanto às ligações de gás, lembre-se que o forno de embutir deve estar próximo a ela, e que a entrada é pela lateral do aparelho. Já os modelos convencionais de fogão de piso têm a entrada de gás por trás. E se sua cozinha é ou será de bancada, é importante que ela tenha bocas de tomada embutidas no frontão ou na parte superior. É aconselhável que uma das tomadas seja 220V. De resto, é aproveitar a praticidade desta cozinha, onde todos os eletrodomésticos têm vez a qualquer hora.

Cozinhas Pequenas

O essencial numa cozinha pequena é aproveitar os espaços e valorizar o ambiente. Armários embutidos são a solução na maioria dos casos. Fique atento à quantidade de armários, porque, falando de design, a presença de muitas portas e tampas dão impressão de sufocamento e não passam elegância à cozinha. Ou seja, para cozinhas pequenas você também terá que selecionar muito bem quais os utensílios essenciais que irão figurar no espaço, pois não vale a pena encher todos os cantos com armários e compartimentos.

Temos que ficar de olho para que o excesso de móveis “para aproveitar o espaço” não obstrua ou dificulte a passagem. O ideal é ter 120cm de passagem (duas pessoas lado a lado), mas, na falta de opção, deixe pelo menos 60cm. Já o balcão (dica que vale para qualquer cozinha) deve ter próximo a 90cm de altura e 60cm de largura. Uma outra saída, se você tem como ajustar a casa para as mudanças, é tentar integrar a cozinha à sala de estar, fazendo da bancada (que vai servir de mesa) a divisória entre o espaço da cozinha e a sala — criando uma cozinha americana, que vale uma dedicatória especial nesse post.

Cozinha Americana: ser gourmet é também ser social

A cozinha tipo americana é aquela em que possui um balcão ou ilha central e que não separa com parede fechada o ambiente da sala. Nas bancadas ficam as bocas do fogão embutido ou as bocas do cooktop. Começou a figurar nas casas modernas há cerca de uma década porque, culturalmente, o ato de cozinhar tornou-se mais que o preparo da refeição: virou uma ocasião social. E é mesmo. Com o design da cozinha americana o(a) chef não deixa de sociabilizar com os amigos enquanto tempera o queijinho, prepara um aperitivo ou cuida da refeição principal, pois continua ouvindo e vendo os amigos ou familiares que estão na sala de estar curtindo vinho, conversando ou vendo TV. No entanto, ao projetar o design dos ambientes, dê contraste entre eles, para que não se tenha a impressão de que é um cômodo só.

Com o design da cozinha americana o centro das atenções definitivamente vira o fogão. Por causa da localização do fogo, que está no centro do ambiente, e também para evitar que o cheiro da comida agrida o ambiente da sala de estar, é essencial ter um depurador de ar ou coifa capaz de dar conta do recado. Para complementar, ao redor da bancada você deve instalar banquetas que combinem e dêem estilo à mesa (no caso, a bancada, quando a refeição for mais casual). Dependendo de como você organizar os utensílios e a disposição dos eletrodomésticos, os convidados vão ficar com a boa impressão de que a sala de estar possui uma área gourmet integrada.

Ideias, ideias, ideias. Se nossa equipe, que trabalha com cozinha e design todos os dias, já ficou fervilhando com as sugestões da Revista Digital, imagina você, que chegou nesta página justamente para se inspirar. Mas se sua cozinha já está prontinha e você não quer mudar tão cedo, confira na loja Spïcy os produtos que por si só mudam a personalidade do ambiente. Confira.

(*) Fontes:

www.vidaeestilo.terra.com.br

www.cozinhadesign.in78fo

DICAS E TÉCNICAS

Decanters: Sensações a mil ao beber bons vinhos

Decanters: sensações a mil ao beber bons vinhos

Você já deve ter visto um decanter, ou decantador, nas mãos de um sommeliermaïtreou enólogo. Os decanters, há trinta anos, de fato serviam apenas para impressionar; mas como os vinhos mudaram, as necessidades do vinho também mudaram, e por isso o decanter ganhou um novo uso. Ele, que tem forma de uma jarra sofisticada com a boca reduzida, hoje em dia faz parte do ritual de apreciar um bom vinho porque é um acessório que modifica bastante a experiência do consumo.

E, afinal, o que ele faz?

Basicamente duas coisas: a) decantar a bebida, ou seja, separar os resíduos sólidos, chamados também de borra, composta de taninos amargos do vinho; b) ou arejar/oxigenar o vinho para liberar os aromas e sabores; neste caso, o correto é dizer que o vinho “passou pelo decantador”, mas não “decantou” de fato, pois os vinhos que precisam arejar não possuem, em geral, os resíduos sólidos.

O decantador também serve, obviamente, para servir. É parte do charme deste acessório e remete à Antigüidade, quando, nos grandes banquetes, os romanos utilizavam jarras menores para facilitar o transporte do vinho entre a ânfora (local onde eram armazenados dezenas de litros de vinhos) até a taça dos convidados à mesa. Eram feitos de metais ou cerâmica, ou seja, era parte da decoração e da pompa aristocrática.

Decantar ou arejar? O efeito que cada um causa.

É importante ressaltar que há vinhos que pedem decantação e outros que pedem arejamento, e os resultados são muito diferentes! No primeiro caso,decantamos vinhos mais velhos (mais de 5 anos) ou os não-filtrados; ao separar os resíduos sedimentares da bebida, diminuiremos a experiência amarga no paladar (além de ser visualmente mais bonito para quem bebe). A maioria dos vinhos hoje em dia passam por filtragem, mas há alguns que não; de qualquer forma, o processo de maturação também faz surgir os sedimentos.

O segundo caso, arejamento, é essencial para vinhos jovens e potentes. Atualmente, pelo processo industrial, os vinhos são envazados muito cedo, e por isso precisam ser amaciados antes de serem consumidos, já que a garrafa não permite o contato com o oxigênio — arejar é o mesmo que oxidar para liberar o bouquet. O arejamento intensifica os aromas frutados, reduz a tanicidade e evapora o teor alcoólico agressivo. A bebida, graças ao arejamento, fica mais harmônica e “macia”.

Vinhos envelhecidos devem arejar o mínimo possível, pois já estão bastante fragilizados e liberam o bouquet facilmente. Se ficar na dúvida, guarde a regrinha: decantar vinhos velhos, arejar vinhos novos.

Como decantar um vinho envelhecido

Para eliminar os sedimentos corretamente, primeiro você precisa deixar a garrafa ainda fechada na posição vertical ou inclinada. O comum é deixá-la nessa posição por quatro horas; vinhos muito velhos precisarão de mais tempo. O processo fará com que a borra se acumule no fundo da garrafa. Feito isso, é hora de passar o vinho ao decantador.

Derrame o vinho para dentro do decanter com delicadeza. Você já deve ter visto sommeliers, enólogos ou maïtres entornarem a garrafa com a ajuda de uma vela. Esse é um truque para ver através da garrafa onde é que os sedimentos estão, pois o objetivo é não deixar que eles escorram junto com o vinho de dentro da garrafa para o decantador. Muitos especialistas utilizam um filtro especial para garantir que nenhum resíduo passe para o decanter, principalmente no caso de vinhos dos quais você não quer desperdiçar uma só gota. Você pode obter efeito muito similar utilizando um simples filtro de café.

Após transferir todo o conteúdo da garrafa (exceto os sedimentos) para o decanter, consuma imediatamente, ou seja, em no máximo 30 minutos. Os vinhos envelhecidos já tiveram oxidação em seu processo de maturação, portanto após poucas horas eles já estarão com o gosto e aroma comprometidos. Os vinhos que pedem decantação são os tintos maduros, ou os do tipo Porto.

O tempo ideal para arejar um vinho.

O processo de arejamento é bem mais simples: basta escorrer a bebida da garrafa pelas paredes internas de vidro ou cristal do decanter. É permitido até mesmo fazer o vinho dançar, como se fosse na taça, caso queira acelerar o processo. O ideal, no entanto, é deixar o vinho arejando por certo tempo.

Vinhos tintos jovens, porém densos, precisarão de 3 a 4 horas para oxidar idealmente. Os tintos com alto teor alcoólico pedem de 7 a 8 horas para volatilizar. Os tintos jovens e encorpados, como os Bordeaux, requerem 30 minutos decantando na garrafa de pé e de 30 a 60 minutos arejando. Enólogos indicam que tintos delicados não devem arejar (caso dos Pinot Noir Borgonha, por exemplo). Mas isso vai do seu gosto, caso tenha experiência de consumo.

E os brancos?

Os especialistas recomendam que somente os brancos mais velhos, ou os que possuem notas olfativas mais marcantes, precisam de arejamento. Champanhes e espumantes nunca devem ser arejados, pois a oxidação faria perder suas borbulhas, o perlage.

Qual decanter escolher

Em geral, “decantadores para decantar” tintos maduros possuem pescoço fino e seu eixo é inclinado, para diminuir o contato do vinho com o oxigênio do ar. Já os “decanters para arejar” têm o eixo na vertical, como uma jarra; seu bojo é bastante largo e sua boca tem forma de funil.

Em ambos os casos o decanter deve comportar os 750 mL (volume de uma garrafa de vinho) mas sem deixar que a bebida alcance o gargalo. Os decanters de arejar devem comportar, além de todo o conteúdo de uma garrafa, um bom espaço interno para o ar entrar em contato com a bebida.

Como o decanter também é objeto de decoração na mesa, existem muitos formatos disponíveis no mercado — uma questão de design e gosto pessoal. Por exemplo: há muitos modelos com reentrâncias próprias para gelo (sem entrar em contato com o vinho), mantendo assim a temperatura ideal de consumo, que, no caso dos tintos, por exemplo, é de 16° a 18°C. Para vinhos sensíveis à oxidação, existem produtos com tampas designadas justamente para arejar o mínimo possível.

Por falar em modelos, a L’Atelier Du Vin tem um rol de produtos que vai inspirar sua experiência degustativa. Conhecida desde 1926 pelo seu processo artesanal de fabricação de acessórios para a enologia de mesa, a marca francesa surpreende tanto seus olhos, pela beleza dos produtos, quanto seu olfato e paladar na apreciação da bebida.

Confira e comprove a linha da marca: http://www.spicy.com.br/atelier

Cuidados exigidos

Devido a seu formato e material, o decanter é difícil de limpar. Mas nada que um cuidado extra não resolva.

Sempre enxagüe com muita água; nunca utilize sabão ou detergente, pois qualquer resíduo mínimo faria diferença no próximo uso. Caso alguns resíduos teimem em ficar, faça uma mistura de bicarbonato de sódio com água morna para dissolver os sedimentos, e passe gelo picado com sal grosso por dentro para garantir que não vai ficar nenhum cheiro.

Para secar, deixe o gargalo pra baixo. Para guardar, o gargalo fica virado pra cima e, de preferência, com um papel tampando a boca para evitar que poeira entre e se acumule no fundo.

Aproveite nossas dicas e vá provar a diferença que um decanter faz. E, no próximo post, você vai conhecer um dos pólos turístico-enólogos mais famosos do mundo. Saúde!

Fontes:

Revista Adega, edição 55 (Maio 2010)

http://www.falandodevinhos.wordpress.com

http://www.vinhosedelicias.com.br

 

DICAS E TÉCNICAS

As taças e seus vinhos, tim-tim por tim-tim.

Basta ser um simples apreciador, mesmo sem muito costume, para perceber que os tipos de taças em que tomamos vinho modificam as sensações que temos sobre o gosto, o cheiro e a própria experiência da degustação. O que muita gente não sabe é que cada taça foi criada com um desenho que realça a característica de cada tipo de vinho. Quer saber como? Então leia esse post digno de aula de enologia.

Um gênio chamado Riedel

Há menos de um século atrás as taças de vinho seguiam um padrão; elas eram abertas na boca e se afunilavam no fundo, como um cone invertido. Foi então que em 1950 o austríaco Claus Josef Riedel percebeu que o volume da taça, o diâmetro, a espessura e o acabamento influenciavam na maneira como o vinho era encaminhado até nossa língua, em especial no aroma e no fluxo. Os cheiros liberados são chamados de buquê ou bouquet, e “fluxo” é como o vinho chega em nossa boca.

Como isso funciona? Nossa língua tem áreas que percebem melhor o doce, outras o salgado, e o mesmo para o azedo ou o amargo dos alimentos e bebidas; a forma como o vinho chega na língua influencia nossa percepção.

Além disso, para poder liberar seus aromas secundários, terciários etc., alguns tipos de vinho precisam mais de contato com o ar do que outros. É química pura, assim como um laboratório precisa de formatos diferentes de recipientes para cada experimento com suas substâncias.

Entendendo os vinhos para escolher a taça

Vinhos tintos precisam de espaço para respirar, pois é a oxigenação, por meio da agitação, que faz com que seus aromas e sabores intensos sejam mais aproveitados. Portanto, as taças maiores, com corpo grande, são as que mais oferecem espaço para o vinho “dançar”. O ideal é preencher somente ⅓ do volume da taça. Outros tipos podem ter de ⅓ a ½ taça, mas nunca cheia.

Vinhos Bordeaux, que são encorpados e ricos em taninos, precisam de um bojo grande e uma boca mais fechada, de aba fina. O vinho é conduzido de forma que os sabores mais intensos e frutados sejam percebidos na frente da língua, e os taninos, que são mais amargos, sejam percebidos no fundo.

Vinhos Borgonha, complexos e concentrados, devem ser tomados em taças de formato de balão, ou seja, com bojo mais largo. É a taça perfeita para o nariz, pois, com mais bojo, o vinho entra em maior contato com o ar. O buquê será liberado rapidamente para seu olfato. Para o paladar, seu formato direciona a bebida para acima da ponta da língua, diminuindo a sensação de acidez e acentuando as notas maduras.

Vinhos brancos são consumidos gelados e não requerem muita oxigenação para liberar suas preciosidades. A taça é sempre menor, para não dar tempo de esquentar a bebida na sua mão. As abas das taças de vinho branco são estreitadas, pois assim entregam a bebida na ponta da língua para você apreciar a doçura e a acidez de seus tons frutados.

Os rosados possuem os taninos do tinto e o aroma dos brancos, por isso sua taça é peculiar: menor ainda que a do vinho branco, porém com bojo mais largo, destacando a acidez e equilibrando a doçura.

Espumantes, ou champagnes, por terem bolhas de gás (chamados de perlage), precisam de um formato totalmente diferente. Suas taças são chamadas de flûte (flauta), pois são alongadas. Esse design direciona a efervescência para o nariz. É um fluxo mais controlado para ter a sensação de uma acidez mais “limpa” e um sabor mais profundo. No entanto, cuidado: taças muito retas não seguram o aroma; o ideal é a taça curvée, que, além de tudo, joga a bebida para a frente da língua, onde se aprecia melhor o espumante.

Vinhos doces pedem taças menores, de bojo pequeno, já que geralmente são consumidos em pouca quantidade. As taças têm boca estreita, o que favorece, na condução da bebida, a apreciação do doce na língua. Há também as taças menores, para vinhos licorados.

Se você é novato nessa arte de degustar, comece adquirindo taças “ISO”, chamadas coringas. Elas foram criadas em 1970 para fazer comparação e referência, e por isso são usadas em degustações técnicas. Mas conforme você for adquirindo prática (o que não vai demorar), perceba a diferença que um vinho tem em aroma e sabor ao trocar uma taça ISO para outra mais apropriada.

Material da taça: tipos e cuidados

Hoje existem no mercado basicamente quatro tipos de material: cristais, cristais de vidro, vidro e kwarx(os chamados “inquebráveis”). O que você precisa saber é que o cristal é mais poroso que o vidro. Ao fazer o vinho dançar, o atrito entre a taça e a bebida faz com que os aromas sejam liberados em maior quantidade. É por isso que o recomendado para apreciar vinhos é em taças de cristal ou cristal de vidro. E sempre transparentes, pois faz parte do ritual observar a cor e textura da bebida.

Um lembrete sobre os cristais. Existe chumbo na composição do cristal e do cristal de vidro (24% e 10%, respectivamente), pois o chumbo é o que proporciona leveza, boa espessura e sonoridade à taça. Mas você não precisa se preocupar, pois isso não vai contaminar o vinho. É preciso que a bebida fique horas, ou dias em contato com o cristal para que exista algum risco à saúde.

Para preservar o cristal, você deve lavá-los sempre com água morna e o mínimo de detergente possível. Enxagüe bem seque preferencialmente com um pano de linho e, ao fazer isso, evite movimentos circulares opostos (exemplo: você gira a haste para um lado enquanto a mão do pano gira para o outro). Para guardar, opte por um local livre de odores.

A recomendação da Spïcy para seu rol de taças é a marca Spiegelau. De origem alemã, seus produtos são relembrados por causa da durabilidade e qualidade do material. Também graças à beleza do design, sem dúvida são taças que acrescentam valor à sua experiência com vinhos, seja você um enólogo de carteirinha ou um principiante nesse universo especial.

Link da marca: www.spicy.com.br/spiegelau

Últimas dicas

Qual o tipo de taça que não pode faltar na sua casa? A resposta é simples: aquele que combina com o vinho que você mais gosta ou consome. Uma vez que sua variedade aumente, aproveite e teste você mesmo se os aromas, sabores etc. realmente mudam conforme cada tipo de taça e vinho. Brinque, descubra por si.

Para um bom apreciador, o recomendado é tomar uma taça de água para cada taça de vinho; em primeiro lugar, porque ajuda a limpar a boca e preparar o paladar para o sabor da bebida; em segundo, porque ajuda o fígado a assimilar o álcool consumido. E a última recomendação é não dirijir depois de beber. Só com moderação a gente aprende a apreciar um bom vinho.

E prepare-se, pois vem aí um post especial sobre a rota do vinho na França. Aguarde, e um brinde!

Fontes:

Revista Adega (ed. 40, fev/2009)

Adega Corradini http://www.adegacorradini.com.br/

Carlos Cabral http://www.carloscabral.com.br/

DICAS E TÉCNICAS

Cores: o que elas podem mudar em você e na sua casa.

Como as cores de um ambiente podem mudar o “estado de espírito” de uma casa ?

Já ouviu falar de Feng Shui?

Mais que uma linha de decoração oriental, o Feng Shui ensina a analisar o fluxo de energia de um ambiente e torna sua vivência mais saudável possível para quem usufrui do espaço. As cores são um dos grandes temas dessa prática inspiradora. Tão inspiradora que a Spïcy vai deixar a cozinha um pouco de lado e falar como as cores podem afetar a sua casa em geral.

Aproveite nossas dicas e tenha ideias de como dar um “up” na sua sala, quarto ou até banheiro!

Importante: a influência de cada cor nos ambientes pode mudar de acordo com a preferência individual, o estilo de vida e a saúde de cada pessoa. Não tome este artigo como receita de bolo, e sim como fonte de ideias. Antes de sair pintando as paredes, recomendamos que você consulte a opinião de um especialista que conheça suas necessidades. Recado dado? Então, vamos lá.

Cores quentes

Calor é energia, movimento, ação, dinamismo. As cores quentes, como amarelo, laranja e vermelho, têm uma aura que elevam o fluxo intelectual, emocional e físico. São em geral estimulantes e melhoram nosso desempenho quando estamos em atividades que requerem rapidez, entusiasmo e expansão.

Das cores quentes, o amarelo é a mais amigável. É a cor da alegria, do acolhimento. Estimula o sistema nervoso a ponto de favorecer estudos, a comunicação e outras atividades intelectuais. Pode cair muito bem, por exemplo, no quarto de estudos ou na sala de estar, neste caso em especial se você costuma receber visitas para longas conversas.

laranja desperta a coragem, pois é convidativa e muito vibrante. Mas como é uma cor intensa, geralmente é usada ou em tons mais amenos, ou em doses fortes e pequenas. Neste caso, a cor estimula a comunicação, a criatividade e os sentidos (na cozinha, por exemplo, abre o apetite). Experimente numa sala de reuniões para ver o papo rolar solto! Mas evite em espaços de descanso, pois podem ser estimulantes demais para uma boa noite de sono.

Que sentimentos você associa ao vermelho? Agitação, erotismo, paixão? Pois é exatamente isso o que ele causa. É uma cor de excitação; é fogo puro para as conversas e relacionamentos. Sua aura afeta até mesmo a energia que flui na espinha dorsal e a adrenalina, e é por isso que gera confiança, força e, entre casais, favorece a libido — especialmente no quarto. Devido à sua intensidade, costuma ser usada em doses pequenas.

Uma versão mais amena do vermelho é o rosa. Desperta o amor, inspira o romance, estimula o afeto. Combina com qualquer cômodo, mas também depende muito do gosto pessoal. Já o salmão é uma mistura balanceada entre amarelo, laranja e vermelho. Cria senso de abundância, harmonia, além de estimular uma boa conversa.

Cores frias

Elas têm o efeito oposto às cores quentes. Isso não quer dizer que o azul, o verde ou o lilás são desestimulantes. É verdade que suas auras puxam a pessoa para dentro, mas isso significa que são boas pedidas para reflexão, descanso, cura e também para apaziguar a mente. Se cores quentes estimulam “pra fora”, e as frias estimulam internamente.

azul é praticamente o oposto do vermelho. No livro “The Principles of Light and Color”, Dr. Edwin Babbitt explica que um ambiente azul é capaz de diminuir a pressão, os batimentos cardíacos e até a respiração. Por isso é uma ótima cor para ambientes onde você gosta de relaxar, acalmar-se, meditar e ter momentos de privacidade. Em excesso pode causar sonolência e tristeza.

Não à toa o verde está associado à saúde. A cor da natureza, das plantas e da madeira balanceia os hormônios, aumenta a imunidade e cria sensação de estabilidade. Em tons claros é capaz de “acalmar o ambiente”. No banheiro, consegue elevar a energia. Os tons escuros, como o musgo, em excesso devem ser evitados, pois geram sensação de opressão.

lilás, mais abundante, e o violeta, usado com parcimônia, são cores que trazem paz e sossego. Tons azulados estimulam a espiritualidade, enquanto os mais rosados nos tornam propensos a sentimentos românticos. Em geral, ambos purificam energias. Mas assim como o azul, em excesso podem trazer ansiedades relacionadas à tristeza.

Lavanda é a tonalidade que mistura azul e roxo, e por isso é a cor da calma, do silêncio e do espírito. Além de diminuir o stress, ela harmoniza as energias muito elevadas. Já turquesa é mescla dos elementos madeira e água, e portanto une o melhor das qualidades do azul e do verde. Em geral, é uma boa pedida para ambientes que permitam movimento e crescimento.

Cores neutras

Nem frias, nem quentes. As cores neutras (branco, preto, roxo) pedem por acompanhamentos, pois usadas sozinhas são opressoras ou caóticas. Quem nunca disse que um lugar com muito branco mais parece um hospital?

branco, apesar de neutro, em nossa cultura está associado à frieza — isso quando falamos de ambientes e principalmente paredes. É uma cor coringa que combina com tudo, mas que exige outras tonalidades a tiracolo. Uma parede branca pede por móveis ou quadros coloridos, por exemplo. Sua vantagem é tornar o ambiente mais claro e solar. A cor branca tem uma única regra: use-a e quebre-a.

preto, que no Feng Shui é associado à água, é uma cor elegante e que empresta classe ao ambiente. Como a cor nada mais é que a ausência de luz, seu excesso deve ser evitado para evitar depressão e angústia. Sua vantagem: o preto sempre realça a cor que vai junto dele; é como um trampolim que eleva a energia da outra cor, desde que usadas harmonicamente.

Nem lilás, nem violeta: o roxo é a mistura das cores de energia mais opostas (azul e vermelho) e é por isso que cria uma aura de exotismo, erotismo e até mesmo de poder. É uma cor que estimula a intuição e que, usada com bom senso, passa riqueza e sucesso. Já em excesso, é vulgaridade pura! É uma cor que depende muito do gosto pessoal.

Há também a cor prateada, que traz modernidade ao ambiente, enquanto o ouro traz o que todo rei tinha: majestade. Obviamente devem ser usadas em detalhes, pois o excesso passa a sensação de ostentação negativa.

Mas, novamente, isso não é fórmula. Cada pessoa tem uma energia própria e vai ter experiências particulares. Lembre-se que aqui nós mostramos uma teoria geral das cores, e que diferentes combinações com outras cores trazem diferentes sensações. O ideal é harmonizar paredes, móveis, decoração, luz natural e luz artificial. O estudo da cor também deve ser sincronizado com uma iluminação que case bem. Mas isso é assunto para outro post.